PROJETO EM ANDAMENTO 2016

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Materiais produzidos pela professora Andréa para auxiliarem no trabalho de sala de aula da Professora Adriana

Para auxiliar os educandos João Carlos e Laelson nas atividades em sala de aula, a professora do AEE produziu materiais solicitados pela professora do 2º ano regular.
Foram entregues nessa semana!








Inclusão Escolar

" Pessoas com deficiência precisam e podem compreender a sociedade na qual vivem, assim como precisam fortalecer seus vínculos e formar atitudes e valores.
O envolvimento de todas as pessoas ligadas ao contexto escolar possibilita a melhor compreensão da condição da criança e suas necessidades, o que contribui para a desconstrução de mitos, de preconceitos e idéias errôneas que, muitas vezes, estão ligadas à deficiência."  - Sônia Casarin - www.sosdown.com 


Izabela participando da Hora do Conto



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entrega de Materiais Produzidos pelo AEE para auxiliar as Necessidades Educacionais Especiais dos educandos do 4º ano












Queridas Professoras, conforme sentirem necessidade de materiais adaptados ou para adequações inclusivas dos ANEEs nas atividades diárias, contem com meu apoio! Sempre que sobrar um tempinho nos atendimentos, coloco-me a disposição para produzir os materiais necessários!
Um abraço  - Professora Andréa Padilha

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Paper que escrevi sobre AUTISMO para conclusão de uma Formação Continuada

Atividades significativas na prática pedagógica a partir dos interesses da criança Autista.


O autismo é um transtorno neurobiológico, causado por uma disfunção do Sistema Nervoso Central, que compromete a capacidade da criança em estabelecer comunicação com o outro, compreender e falar, afetando assim o seu convívio social.
É considerado como síndrome (um conjunto de sintomas), por ainda não ter uma causa comprovadamente definida.
Do grau leve ao severo, o autismo apresenta sintomas que variam muito de uma criança para outra.
Conforme ,  ASA ( Autism Society of American). A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando  também a intensidade .São eles:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento; modos arredios
6. Girar objetos
7. Cheirar ou lamber os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva – demonstração extrema ,aflição sem razão aparente
12.. Ecolalia (repetir  palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
13.. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
14. Agir como se estivesse surdo
15. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - Gesticular e apontar no lugar de    palavras
16. Não demonstrar  real noção do perigo
17. Irregular habilidade motora – Poder  não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos

Existem métodos de estimulação para crianças autistas como o Método Son-Rise, mas que não é a meu ver, de todo adequado ao ambiente escolar.
Quais seriam então as atividades mais significativas , as adequações didático-pedagógicas  necessárias a contribuir para avanços no relacionamento social, na comunicação com a criança autista no âmbito escolar?
Para se estimular o desenvolvimento social e comunicativo da criança autista com o meio escolar é importante primeiro que o educador busque informações a respeito desse transtorno, para ter o entendimento de como é, como pensa e como age a pessoa com autismo.
O educador precisa ter ciência de que não irá ensinar o que ele quer que o autista aprenda e sim precisa perceber o que o autista quer aprender para ter um ponto de partida na ação pedagógica com essa criança.
É essencial entender os interesses, as escolhas dessa criança, para depois montar o plano de ação á partir do que ela sinaliza de preferências.
Nos aspectos educacionais é essencial garantir uma rotina diária estruturada a essa criança autista, tornar o ambiente da sala de aula, do prédio escolar previsível. Determinar os objetivos específicos de forma clara e definida do que se pretende alcançar com a criança, dentro de suas possibilidades mantendo a família informada.
            Procurar desenvolver uma comunicação com mais significados, focando sempre aonde, com quem, de que forma, também trabalhando com figuras e imagens, pois a criança autista necessita de um padrão de referência para melhor desenvolver a sua comunicação.
            Trabalhar as funções da comunicação com a criança, como: pedir, rejeitar, solicitar, comentar.
Interessante nesse contexto, o educador realizar um cronograma do dia utilizando figuras como referência, pois essa atividade auxilia na construção mental de tempo, baixa a ansiedade da criança autista e ajuda –a  a visualizar o que acontecerá.
            É importante pontuar para a criança a  atividade que está sendo realizada com ela, bem como estimular tomadas de atitudes através de questionamentos que o professor poderá fazer do tipo: você quer isso ou aquilo? Nós vamos agora ao banheiro ou para a merenda? E nesses momentos os recursos de comunicação alternativa , como pranchas de comunicação, caixa de antecipação são riquíssimos para avanços nas relações.
            Por fim, as adaptações em mobiliários, em instrumentos necessários ao trabalho com a criança autista na escola, devem fazer-se presentes para que se possa garantir um ambiente calmo e acolhedor a esse educando.
            Sabemos, enquanto profissionais da educação e agentes inclusivos que  nossas instituições escolares não estão de todo, preparadas para receber o autista, visto a dinâmica do espaço escolar ser cheia de imprevistos, barulhos, ruídos, com deficiências em mobiliários adaptados, mas já se tem o compromisso de garantir a essas crianças de início um cuidador (monitor), que constitui o profissional que poderá auxiliar o professor a organizar essa criança nesse ambiente da melhor forma possível.
            A experiência de trabalhar com uma criança autista é uma experiência ímpar, transformadora, que poderá trazer ganhos na prática pedagógica do professor que mostrar-se aberto a buscar recursos, estabelecer parcerias com atendimentos terapêuticos da criança(psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas) e manter intercâmbio com a família .
            Com sensibilidade e criatividade o educador poderá conseguir avanços significativos no desenvolvimento de seu aluno Autista.

 Andréa Regina Marques Padilha
Referência: Site  ASA ( Autism Society of American).:  http://www.autism-society.org/



sábado, 8 de outubro de 2011

Matéria veiculada pela Stúdio News TV sobre a nossa Sala Multiespecial



Título publicado na Revista Eletrônica: Manchete do Vale - Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011 - 13h30

As salas multifuncionais deixaram de ser um item a mais nas instituições de ensino. Agora elas são um atrativo para crianças com necessidades especiais que frequentam o ensino regular

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Texto montado pela profª Andréa a partir de orientações sobre Avaliações com ANEES para ser discutido em reunião com os professores da Unidade Escolar. Como avaliar?

Reflexões e Sugestões de adequações para alunos com necessidades especiais nas atividades em sala de aula. 
            Educação Inclusiva – Orientações pedagógicas
Maria Teresa Eglér Mantoan


A avaliação do desenvolvimento dos alunos também precisa mudar para ser coerente com as demais inovações propostas. O processo de avaliação que é coerente com uma educação inclusiva acompanha o percurso de cada estudante a evolução de suas competências e conhecimentos.
Em avaliações dessa natureza, apreciamos, entre outros aspectos, os progressos do aluno na organização dos estudos, no tratamento das informações e na participação na vida social.
Desse modo, muda-se o caráter da avaliação que, usualmente, é praticada nas escolas e que tem fins meramente classificatórios. A intenção dessa modalidade de avaliar é levantar dados para melhor compreensão do processo de aprendizagem e para o aperfeiçoamento da prática pedagógica. Para alcançar sua nova finalidade, a avaliação terá, necessariamente, de ser dinâmica, contínua, mapeando o processo de aprendizagem dos alunos em seus avanços, retrocessos, dificuldades e progressos.
Vários são os instrumentos que podem ser utilizados para avaliar, de modo dinâmico,os caminhos da aprendizagem, como: os registros e anotações diárias do professor, os Chamados  portfólios e demais arquivos de atividades dos alunos e os diários de classe, em que vão colecionando dados, impressões significativas sobre o cotidiano do ensino e da aprendizagem.
As provas também constituem opções de avaliação desejáveis, desde que haja o objetivo de analisar, junto aos alunos e os seus pais, os sucessos e as dificuldades escolares.
É importante também que os alunos se auto-avaliem. O professor precisa, então, criar instrumentos que exercitem/auxiliem os alunos a adquirir o hábito de refletir sobre as ações que realizam na escola e como estão vivenciando a experiência de aprender.
Esta é, sem dúvida, uma lacuna que a escola precisa preencher, pois temos dificuldade de analisar e de julgar a nossa produção intelectual, até mesmo nos níveis mais avançados de ensino. Dependemos muito da avaliação do professor sobre os nossos trabalhos e dificilmente a contrapomos com a nossa. A auto-avaliação deve levar o aluno a perceber o que conseguiu aprender e acrescentar ao que já sabia, conhecer as suas dificuldades para assimilar novos dados e o que é preciso superar para ultrapassá-las.

Em sala de aula, esse aluno deve ser avaliado da mesma forma que o aluno dito normal, no entanto o professor deve ter como parâmetro os progressos do próprio aluno e não dos seus colegas ditos normais. Desse modo, o professor poderá estabelecer metas individuais, traçar objetivos de aprendizagem em consonância com as potencialidades do aluno com deficiência intelectual. Essas metas orientarão a avaliação desse aluno, tendo como perspectiva o ponto inicial da sua evolução e as suas aquisições demonstradas por ocasião da avaliação. Essa avaliação deve ser ampliada para as diversas esferas do desenvolvimento da criança, tais como linguagem verbal, comportamento em sala de aula, interação com os colegas e a professora, compreensão do funcionamento da sala de aula e da escola, bem como a evolução na leitura e na escrita, considerando a psicogênese da linguagem escrita.

Para registro do desenvolvimento e da aprendizagem do aluno, o professor poderá adotar relatório descritivo, ou ainda utilizar o portfólio como forma de registro dessa evolução.
O relatório deve ser realizado através de um documento individual, no qual o professor exercita sua reflexão sobre processos vivenciados pelos alunos e sobre suas próprias práticas e mediações. Enquanto o portfólio possibilita a organização e o arquivo de registros das aprendizagens dos alunos. Essa seleção poderá ser realizada por eles próprios, com a finalidade de fornecer uma síntese do seu percurso ou trajetória de aprendizagem .

Fonte: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: alfabetização e letramento. Brasília, 2008.





Algumas sugestões práticas:
• Leia sempre ou peça para alguém ler o que está escrito no quadro ;
• Sempre que possível, também passe tarefa de casa ao ANEE (se não for a mesma que foi dada para a classe, que seja algo a partir dela) ;
Procure o apoio do professor especializado, que poderá sugerir adaptações nas atividades, explorá-las no AEE e acompanhar o processo de aprendizagem;
• Disponibilize com antecedência os textos e livros para  ao ANEE que tem por hábito estudar em casa ou recebe bastante acompanhamento familiar;
• Se possível, o material de estudo deve ser fornecido sob a forma de textos ampliados, reduzidos, sintetizados dependendo da deficiência e desempenho do aluno;
• Durante as aulas, é útil identificar os conteúdos que estão sendo trabalhados através de imagens, figuras que poderão ser trazidas com antecedência pelo professor ou solicitadas com uma certa antecedência a profª do AEE, que poderá auxiliar providenciando as imagens ao aluno, produzindo materiais a serem utilizados por ele em sala para melhor entendimento;
• Substitua gráficos e tabelas por outras questões ou utilize gráficos simples em relevo;
Isso também pode se dar para qualquer exercício muito complexo ao ANEE: adapte-o em quantidade e em complexidade para que ele, dentro de suas habilidades consiga realizá-lo e talvez avançar um pouquinho em seu desenvolvimento cognitivo.
• Possibilite usar formas alternativas nas provas: o aluno pode realizar provas orais se tiver Dislexia, provas com questões reduzidas, levar questões de pesquisa para casa e entregar na aula seguinte, etc;
• Este estudante pode necessitar de tempo extra para responder aos testes (isso deve ser respeitado e bem esclarecido para que haja aceitação perante o restante da turma;
• Evite dar um exame diferente, pois isso pode ser considerado discriminatório e dificulta a avaliação comparativa com os outros estudantes;
• Ajude só na medida do necessário;
• Tenha um comportamento o mais natural possível, sem super proteção, ou pelo contrário, ignorá-lo.
* Contar com o auxílio de um colega a cada dia, sentando junto, é muito válido ;
“ Os alunos tutores têm sido uma solução muito bem-vinda nas escolas, despertando nos alunos o hábito de compartilhar o saber. O apoio ao colega com dificuldade é uma atitude extremamente útil e humana que tem sido pouco desenvolvida nas escolas”.

• É sempre útil fornecer uma cópia dos textos que serão trabalhados com antecedência ou após  , para que sirvam de estudo, de referência no caderno do aluno que não consegue copiar junto com os demais;
• Escreva no quadro ou no caderno do aluno datas e informações importantes, para assegurar que foram entendidas;
* Para ensinar matemática, permita que o educando utilize o ábaco, o material dourado ou qualquer outro material concreto de contagem;
·  Solicitar que o aluno formule com suas próprias palavras o pedido do professor (favorecer o entendimento). Muitas vezes o educando não entendeu o que estava sendo pedido;
·  Interrogar freqüentemente o aluno sobre as orientações para as realizações da tarefa;
·  Outra técnica complementar que pode ser utilizada com bons resultados é o cálculo mental, que deve ser estimulado desde o início da aprendizagem e que será útil;
·  O ANEE pode ser avaliado também em momentos de registros falados, observações e vivências. O importante é haver a avaliação descritiva nesses  momentos pelo professor.