PROJETO EM ANDAMENTO 2016

PROJETO EM ANDAMENTO 2016
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sugestões de Sites Infantis Interativos para o AEE

Site Avenida Arte Cartun - Tem de tudo: histórias,tirinhas, jogos, curiosidade..
http://www.artecartum.com/desenhosanimados/eduardo.html






Site Dicionário de Folclore para Estudantes - http://www.soutomaior.eti.br/mario/paginas/dic_a.htm



Site Cartola - Cartola é um site voltado para crianças em processo de alfabetização. Elaborado por grupo de pesquisadores-colaboradores do LELIC/UFRGS, a partir de proposta teórica-metodológica construtivista de produção de conhecimento, constitui-se espaço lúdico de escrita, possibilitando exercício de produção textual e valorização da posição de autoria, numa perspectiva de criação.






SITE BRASILZINHO: BEM COMPLETO, INTERESSANTE E VÁRIOS . Acesso: http://www.brasilzinho.com.br/base_jogos.htm






O SITE OFICIAL DO PAPAI NOEL: É UMA GRAÇA, DÁ ATÉ PARA ENVIAR CARTINHAS DA CRIANÇA COM PEDIDOS PARA O PAPAI NOEL.





NA INTERNET ENCONTRAMOS UMA INFINIDADE DE SITES BEM PEDAGÓGICOS, LÚDICOS E QUE PROMOVEM A IDENTIDADE E AUTONOMIA AINDA MAIS DE NOSSOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. APROVEITEM AMIGOS! TUDO GRATUITO!!!

Postei mais sugestões no nosso BLOG Construindo e Produzindo na Sala Multiespecial...Confiram lá também...Abraços!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DEZ COISAS QUE TODA CRIANÇA COM AUTISMO GOSTARIA QUE VOCÊ SOUBESSE - Por Ellen Nottohm

Navegando pelo Blog Atividades Educativas para Inclusão ( da mãe do João Vítor), achei bem interessante o texto que postarei abaixo.
Para acessar o Blog : http://universoinclusivo.blogspot.com/




1) Antes de tudo eu sou uma criança. Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope.
Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente.
Sendo criança eu ainda estou descobrindo.Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim.E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?

2) A minha percepção sensorial é desordenada. Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo.
Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim.
O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. Vou explicar o porquê: uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível.
Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes.
O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível.
O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja.O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual.
Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho.
O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando.
Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.
 
3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer) Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim.
Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo.Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João".
Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.

4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER). O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações.Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras.
É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer.Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.

5) Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto.
Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).
Por outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem.
Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.

6) Eu sou muito orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil para mim.Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender.
Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas.
Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.

7) Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer. Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de CONSERTO.
Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.

8) Por favor, me ajude com interações sociais, pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído.
Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente.
Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: Você esta bem?.

9) Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.Perda de controle, "chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo.
Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação.
Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.

10) Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso.
Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa.
Eu prometo: EU VALHO A PENA. E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajuda a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu.
Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com as colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol.
Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também tinham autismo, uma possível resposta para Alzaheim o enigma da vida extraterrestre
O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base. Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver ate onde eu posso ir.


CONTO COM VOCÊ!!!



Retirado do site: http://www.autimismo.com.br/

domingo, 13 de novembro de 2011

Tecnologia Assistiva...Sugestão !!!

ZAC Browser. Um navegador repleto de atividades que ajuda crianças com sinais de autismo e outros distúrbios semelhantes. Para instalar  no seu computador clique aqui:





Gente! Eu já fiz o Download bem fácil e comecei a experimentar...Site fantástico!!!
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Exercitando o PENSAMENTO no AEE


O desenvolvimento do pensamento, mais que um simples processo lógico, desenvolve-se em resposta a desafios vitais. Sem o desafio da vida o pensamento fica a dormir... O pensamento se desenvolve como ferramenta para construirmos as conchas que a natureza não nos deu. (Rubem Alves)







sábado, 5 de novembro de 2011

Festa da Diversidade Étnico-Racial na escola...












Nosso Projeto anual envolvendo Diversidade Étnico-Racial, Saúde, DSTs e Drogas culminou com uma festa para a Comunidade escolar com: exposições de trabalhos, concurso de portas e murais, apresentações de dança, teatro, oficinas de jogos africanos, contação de histórias e confecção de bonequinhas africanas ABAYOMI.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O assunto é: Diversidade Étnico-Racial !

O resgate da história e da cultura afro-brasileiras é uma prioridade em nossa sociedade hoje. A partir da Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que torna obrigatório seu ensino nas escolas de ensino médio e fundamental do país, a difusão desse conhecimento se configura como tema suprapartidário, demonstrando o esforço conjunto da sociedade civil organizada e de todas as instâncias do governo para a construção de uma sociedade cada vez mais inclusiva.

Até bem pouco tempo atrás, o Brasil, conhecido internacionalmente por sua diversidade cultural e pela mistura de raças que formam o seu povo, não tinha as diferentes etnias representadas nos currículos escolares do País. A situação mudou com duas leis, sancionadas nos anos de 2003 e 2008, que tornaram obrigatório no Ensino Fundamental e Médio o estudo da História e Cultura afro-brasileira e indígena.
O que dizem as leis

A lei mais antiga 10.639/2003 não previa o ensino da cultura Indígena nas escolas brasileiras. O texto estabelece que o conteúdo programático inclua diversos aspectos da história e da cultura dos povos que formaram a população brasileira. "As políticas e programas que começaram a ser praticados desde então são fundamentais para valorizar a diversidade dentro das escolas e para incentivar mudanças nas práticas pedagógicas", afirma Viviane Fernandes Faria, Diretora de Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da Educação (MEC).

Aspectos como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional foram incorporados aos currículos depois da aprovação da Lei 11.645. "Por meio do resgate da contribuição de negros e índios nas áreas social, econômica e política da história do Brasil, os professores podem desenvolver ações voltadas para a construção de uma escola multirracial", diz Sobrinho.
A proposta do MEC é incluir no currículo temáticas que façam os alunos refletir sobre a democracia racial e a formação cultural brasileira. "Só assim será possível romper com teorias racistas e diminuir o preconceito", afirma Juliano Custódio Sobrinho, professor de História da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. "Os educadores têm um papel fundamental nesse processo, o de mostrar aos alunos que todas as raças presentes no Brasil têm e tiveram importâncias iguais na formação da cultura brasileira", diz.


Gosto muito dos Acervos Literários da Editora Pallas, sugiro o site : http://www.pallaseditora.com.br/

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Relato de Experiência: Um pouco do trabalho que venho desenvolvendo com a Sala de Recursos Multifuncionais.

Concorrendo na Categoria Ensino Fundamental Anos Finais ( público alvo de 11 a 14 anos), meu trabalho ficou entre os 7 finalistas.
Me orgulhei muito disso!
Divulgo então minha experiência com vocês:




SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS–UMA EXPERIÊNCIA   MULTIESPECIAL

                                                                               
1- JUSTIFICATIVA
Ao longo da história, as instituições educacionais sempre produziram uma trajetória de práticas excludentes pois delimitavam a escolarização como privilégio de um grupo e não de todos.
A educação Especial percorreu um longo caminho de descasos, desconhecimentos, maus tratos para chegar a Inclusão Social.
No Brasil, em 2008 finalmente é regulamentada através do decreto nº 6.571, de 17/09/2008 a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, fruto de debates promovidos pela secretaria de Educação Especial SEESP/ MEC com a comunidade escolar.
A Inclusão é uma realidade, mesmo que às vezes ainda não sendo colocada em prática em toda sua íntegra como a lei ampara, caminhamos para uma nova era, onde as vivências irão aprimorar as necessidades.
Acolher e preparar alunos com deficiência para que tenham condições de desenvolver-se com autonomia é um dos principais, se não for o principal objetivo da Inclusão. O Estado de Santa Catarina, neste contexto e em especial a Rede Pública Municipal de Ensino de Itajaí, apresentam grande preocupação na efetivação de melhorias para garantir a todos os educandos o acesso ao saber e o ensino de qualidade.
Para auxiliar as escolas de Ensino Regular na questão inclusiva, foi criado um espaço exclusivo com intuito de contribuir na estruturação da tarefa destinada a Educação Especial: As Salas de Recursos Multifuncionais.
Em 2010, nosso município deu início ao funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais e isso foi um grande salto no processo de Inclusão Escolar.
Ao assumir o papel de professora do AEE – Atendimento Educacional Especializado na Escola Básica Prefeito Alberto Werner, percebi que assumir uma Sala de Recursos Multifuncionais  não é assumir compromisso só com o educando e sua família.
É assumir compromisso com a escola, com a comunidade, com os professores, com os avanços na arte de ensinar.
Assumir uma  Sala de Recursos Multifuncionais é deparar-se com a inovação. Como diz MANTOAN (2003, p.81):
“ Inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações estão, muitas vezes na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências, senão aquelas que dão brilho e vigor ao debate das novidades”.
Assumir uma Sala de Recursos Multifuncionais é deparar-se com o desafio de através das ações em seu micro espaço, contribuir para uma sociedade no futuro mais justa que enxergará igualdade nas diferenças.
            Através das experiências inovadoras e dos desafios que se apresentaram no decorrer do percurso de minha prática pedagógica, foi possível escrever esse trabalho cujo objetivo é relatar como se deu o processo de avanços inclusivos a partir das atividades desenvolvidas pela Sala de Recursos Multifuncionais da Escola Básica Prefeito Alberto Werner, suas ações e funções ou parcerias , contribuindo para obter uma educação especial de qualidade a partir de um atendimento especializado.
2-OBJETIVOS
2.1-OBJETIVO GERAL:
·    Contribuir para a qualidade da educação, medida pelo seu grau de inclusão, visando uma escola para todos
2.2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·      Fortalecer o Projeto Político Pedagógico, construindo uma proposta curricular mais próxima das realidades sócio-culturais da comunidade escolar, melhorando as estratégias de ensino – aprendizagem;
·      Criar condições de permanência dos alunos com Necessidades Educacionais Especiais no contexto escolar, objetivando oferecer maior identidade e autonomia, bem como acessibilidade;
·      Garantir, aos educandos com deficiência de natureza física, intelectual ou sensorial, participação plena e efetiva de interação em todas as ações escolares, em parceria com a equipe técnico-administrativa da unidade de ensino;
·     Oportunizar que o educando se desenvolva em um ambiente lúdico na SRM, que respeite suas habilidades, bem como seus valores culturais e lingüísticos;
·     Produzir materiais pedagógicos adaptados às necessidades dos alunos atendidos no AEE;
·     Promover momentos de Formação Continuada aos professores na unidade escolar, através de palestras e reuniões com a professora do AEE.
3- Conteúdos Curriculares :
O trabalho realizado na Sala Multifuncional é de cunho pedagógico,objetivando avanços na dimensão cognitiva, afetiva,social e motora do aluno com necessidades educacionais especiais – ANEE. São desenvolvidas atividades envolvendo habilidades na área de linguagem, sensações, percepções, coordenação motora, atenção, concentração, memória, raciocínio lógico, nomeação e formação de conceitos, atividades de vida diária -AVDs, atividades que envolvam questões comportamentais e que auxiliem na sala de aula para a  aceitação do outro, tolerância à frustrações, exposição de desejos e anseios, etc.  Também foi desenvolvido  na Sala de Recursos Mutifuncionais da E.B. Prefeito Alberto Werner a Comunicação Alternativa, a Tecnologia Assistiva, a Produção de Materiais Pedagógicos Adaptados buscando constante intercâmbio e oferecimento de orientações aos professores que atuam com esses educandos no ensino regular.

            4- METODOLOGIA:
Ao assumir a Sala de Recursos Multifuncionais, várias ações foram planejadas e executadas. Irei relatar as nossas experiências sob quatro aspectos:
4.1- Os desafios provocados pela inovação:

  • Levantamento dos alunos que seriam público –alvo no atendimento educacional especializado, conversa com as famílias;
  • Levantamento e listagem dos Recursos Tecnológicos enviados pelo MEC para serem salvaguardados na responsabilidade da professora do AEE;
  • Reunião com os pais dos alunos envolvidos, para apresentação da SRM, do trabalho de AEE, conscientização da importância de efetivarem as matrículas de seus filhos  e da freqüência deles no contra tuno para melhor desempenho no ensino regular;
  • Entrevistas com as mães – ANAMNESES com objetivo de coleta de informações sobre o histórico de desenvolvimento do educando, costumes em casa, preferências, como é visto e tratado por sua família, entre outras informações.
  • Organização dos horários em período contrário ao ensino regular, priorizando a disponibilidade na agenda semanal dos pais;
  • Seleção com os professores de educandos com necessidades educacionais especiais para uma avaliação inicial, uma triagem em possíveis casos de educandos sem diagnóstico médico, mas que seria necessário encaminhamento ao Neuropediatra para uma avaliação neurológica;
  • Devolutiva da avaliação realizada pela professora do AEE à Direção, especialistas e professores envolvidos.
4.2-Ações para a efetivação do processo inclusivo:
    • Estudo e montagem do Projeto de trabalho pretendido com a Sala de Recursos Multifuncionais para 2011 na Unidade Escolar;
·     Realização de  pesquisa  com os professores regentes a respeito de quais  Intervenções e Ações estariam desenvolvendo na sala de aula, com os ANEEs, respeitando as suas necessidades educacionais especiais ;
·     Entrega de orientações escritas aos professores com  sugestões da professora do AEE a partir da pesquisa realizada, objetivando auxiliar o professor no desenvolvimento das habilidades do ANEE em sala;
·     Atendimentos aos ANEEs na SRM, priorizando atividades de sondagem, de verificação de habilidades do educando para a posteriori montar o Plano Individual de Trabalho – PIT , de cada um ;
·       Acolhimento à educandos e famílias, tornando acessível a comunicação com a professora do AEE;
·        Realização de  intercâmbio com o CEMESPI, Centro de Atendimento Alternativo de Itajaí , buscando informações referentes aos atendimentos clínicos já existentes e encaminhamento de  novos casos para avaliação clínica;
·      Pesquisa sobre as deficiências apresentadas  pela clientela da SRM e  socialização de informações com as professoras do Ensino regular;
·      Criação do Blog Sala Multiespecial com objetivo de divulgar o  trabalho de AEE realizado pela professora da SRM a toda a comunidade escolar interessada  em adquirir novos conhecimentos a respeito da Educação Especial, suas Legislações e questões inclusivas. Divulgação do link na comunidade escolar para acesso de todos (direção, pais, professores e alunos):   http://salamultiespecialdaandrea.blogspot.com/;
·       Visando competência para trabalhar com os ANEEs, participação da professora da SRM em Formações Continuadas, cursos presenciais e á distância, bem como ingresso e conclusão da Pós Graduação em Educação Especial totalizando em torno de 1.000 horas de Capacitação no ano de 2011;
·      Produção de materiais adaptados a cada deficiência, confecção de jogos, planejamento de atividades lúdicas, envolvendo literatura infantil, músicas, expressões artísticas para promover o interesse dos educandos na Sala de Recursos Multifuncionais;
·       Montagem de registros dos atendimentos através de PORTFÓLIOS DIFERENCIADOS voltados ao AEE e socialização dos portfólios dos alunos com professores e famílias, para acompanhamento do AEE;
4.3- Implementação do trabalho coletivo:
            Ninguém desenvolve um projeto sem parcerias, sem a participação de todos os envolvidos.Por saber da importância que uma gestão escolar ocupa em seu meio de ensino,procurei primeiro o apoio da Direção e da Supervisão Escolar da instituição de ensino:
“ Os desafios surgem para a direção e professores diante dos fatos sociais que acabam influenciando o ensino como um todo. A gestão escolar democrática representa um sinal significativo da necessidade de interação entre pólos distintos, como a escola e comunidade, para que se consiga atender às necessidades do aluno de forma adequada, privilegiando a união como integrante fundamental de mudanças.” (ZANLOURENÇO, SCHNEKENBERG, 2008, p. 05)
            Com o apoio da equipe de gestão escolar, organizamos uma Formação Continuada aos professores, subdividida em três momentos anuais.
            Primeiro Encontro - Reunião da professora do AEE com os demais profissionais no I Conselho de Classe: apresentação do projeto montado, esclarecimento de dúvidas sobre o papel da SRM, qual trabalho seria desenvolvido, que alunos atenderia, que contribuições poderia trazer ao ensino regular e ao educando com deficiência, quais necessidades educacionais especiais encontrávamos na instituição, informações sobre elas, bem como realização de momento de sensibilização  à questão inclusiva.
           Segundo Encontro – Reunião com a professora do AEE e todos os demais envolvidos no processo educacional. Tema: Avaliação dos ANEEs, trabalho com atividades adaptadas, maneiras de trabalhar com portfólios e ou registros diferenciados nos cadernos dos alunos. Sugestões e trocas de experiências.
            Terceiro Encontro – Estudo em grupo sobre a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva para incluir no Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar a proposta curricular organizada pelos professores, voltada para a educação inclusiva.Previsto para novembro de 2011.
             Em comemoração a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, realizamos a I Semana da Pessoa com deficiência na Escola Básica Prefeito Alberto Werner, que contou com a participação de todos os envolvidos no processo inclusivo. Divulgamos a Programação do evento a toda comunidade escolar.
Entre as atividades programadas para o evento, ressalto três que foram de grande interesse de todos os alunos:
A)    Conhecendo a Sala de Recursos Multifuncional: Com objetivo de divulgar o trabalho realizado pelo AEE e aproximar todos os educandos do uso de Recursos Tecnológicos e Tecnologia Assistiva, a prof. da SEM, realizou  através de um sorteio nas turmas de 1º ao 4º ano, atendimento em conjunto com dois educandos sorteados, promovendo jogos e uso do computador.
B)    Palestra sobre “ Deficiências – Importância do trabalho cooperativo para vencer as barreiras “-seguida de uma dinâmica de grupo na turma do 5º ano. Após confecção de Cartazes e exposições nos murais da escola.
C)    Hora do Conto aos alunos de 1º ao 4º ano, com literaturas infantis envolvendo as questões das deficiências.
4.4- Novas perspectivas para as práticas escolares:
·         Trocas entre os educadores: A partir de um trabalho coletivo, estabeleceu-se maior vínculo de confiança entre professora do AEE com os demais professores do ensino formal, resultando entre os profissionais parcerias, busca de informações, trocas, sugestões de como ADAPTAR as atividades aos ANEEs no dia-a-dia, produções de Materiais Adaptados a serem utilizados no ensino regular;
·         Criação de um espaço virtual – Professora do AEE e educandos montam um BLOG destinado aos alunos durante os atendimentos na Sala de Recursos Multifuncionais visando servir como um instrumento de divulgação do trabalho de Atendimento Educacional Especializado, como um meio de aproximação da  professora do AEEE com professores do ensino regular, como uma ferramenta de inclusão das famílias no processo ensino aprendizagem, como um recurso de avaliação de todos os envolvidos, como um instrumento  acessível a todos . Blog  http://construindonasalamultiespecial.blogspot.com/
Nesse espaço os  alunos irão pesquisar, ler, escrever comentários, expor suas produções nos atendimentos, opinar sobre o que desejam ampliar de conhecimento, construindo seu aprendizado no BLOG e tendo acesso às construções dos demais colegas.Os três alunos de idades mais avançadas (sexta e sétima séries) ficarão responsáveis pela digitação dos textos, dos atendimentos realizados a serem postados no BLOG, bem como aprenderão como postar imagens, documentos, configurar, organizar o design do Blog, fazer a leitura das estatísticas publicadas, etc. O objetivo dessa ação será o de estimular nesses ANEEs  a importância da responsabilidade, cumprimento de suas obrigações com o grupo, organização e atenção ao trabalho que executam e quem sabe contribuir para inseri-los com mais chances no Mercado de Trabalho.

5- AVALIAÇÃO:

Segundo a professora Maria Teresa Mantoan, a educação inclusiva preconiza um ensino em que aprender não é um ato linear, continuo, mas fruto de uma rede de relações que vai sendo tecida pelos aprendizes, em ambientes escolares que não discriminam, que não rotulam e que oferecem chances de sucesso para todos, dentro dos interesses, habilidades e possibilidades de cada um. Por isso, quando apenas avaliamos o produto e desconsideramos o processo vivido pelos alunos para chegar ao resultado final realizamos um corte totalmente artificial no processo de aprendizagem.
Ao contrário, quando optamos por avaliar aquilo que o educando é capaz de produzir, a observação, a atenção às repostas que o mesmo dá às atividades que estão sendo trabalhada, as análises das tarefas que ele é capaz de realizar fazem parte das alternativas pedagógicas utilizadas para avaliar. O processo de avaliação que é coerente com uma avaliação inclusiva acompanha o percurso de cada educando, suas evoluções, competências e conhecimentos.
Partindo dessa premissa, com o presente trabalho, ressalto a experiência pedagógica que buscou-se vivenciar em grupo e que já demonstra um novo olhar do educador aos direitos da pessoa com deficiência, ao compromisso do professor em primar por uma educação para todos.
Já percebe-se nova tomada de atitude de aluno para aluno, não mais discriminando, mas respeitando. Já sentimos uma nova forma dos pais conceberem o papel da escola, não somente o de repassar conhecimento, mas o de ser um espaço para todos que dele necessitarem.
“ Sem o trabalho coletivo, dificilmente consegue-se alcançar os resultados propostos, pois é a integração do grupo que permite uma intervenção para que se definam os objetivos a serem realizados e que cada um assuma, dentro da sua função, a responsabilidade de pertencer ao grupo”. (ZANLOURENÇO, SCHNEKENBERG, 2008)
Muito se tem a fazer ainda no AEE da EBPAW, mas a semente já foi lançada e uma pequena chama de vida buscando a solidariedade, o respeito ás diferenças, o trabalho em conjunto e a confiança de que todos podem aprender já está emergindo... Talvez no futuro, possamos colher os frutos das ações que uma  escola inclusiva refletirá na sociedade que esperamos. Eu fico muito satisfeita, de ter auxiliado a semear essa terra...

6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ZANLORENÇO, M. SCHNEKENBERG, M. Liderança e Motivação na Gestão Escolar: o Trabalho Articulador dos Diretores das Escolas Municipais, 2008.
                    
MANTOAN, M.T.E. Inclusão escolar: o que é? Porque? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: Atendimento Educacional Especializado: Aspectos Legais e Orientações Pedagógicas. (org.) – Eugênia Augusta, Luísa de MARILLAC, Maria Teresa Mantoan. – São Paulo:MEC/SEESP, 2007.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1988.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL. Saberes e práticas da inclusão: Introdução. Coord. Geral l- Francisca Roseneide Furtada do Monte, I de Borges dos Santos – Brasília: MEC, SSESP,
BRASIL. Ministério da Educação. Inclusão. Revista da Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Secretaria de Educação Especial, v. 04, n. 05. Brasília: SEESP, 2008. disponível em: www.mec.gov.br. Acesso em 14 jul 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas. Brasília: MEC, 2007.