PROJETO EM ANDAMENTO 2016

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sábado, 24 de março de 2012

GLOGSTER

O Glog é uma ferramenta virtual que propicia a criatividade e impulsiona o educando para a livre expressão artística. Tive a maravilhosa experiência de criar um. Utilizarei com meus alunos nos atendimentos. Experimentem também!

A palavra glog é na verdade a combinação das palavras gráfico e blog, e permite a construção de um banner Virtual, isto é, um cartaz online que combina texto, fotografias, vídeos, sons, gráficos, hiperligações e outros elementos de mídia. Você pode criar um glog com os mais variados temas, para apresentar seu grupo de amigos, um conceito que tenha trabalho em aula, um registro de um evento, e o que mais você desejar! Esse recurso de publicação de conteúdo para a Web, permite arrastar e largar os elementos utilizados na construção de seu cartaz, de forma amigável e bastante interativa, pois não requer qualquer tipo de programação.

As mulheres são quem mais utilizam os glogs, em geral, com idades compreendidas entre 13 e 24 anos. Os glogs educativos são normalmente criados por educadores/professores, estudantes, bibliotecários e pelo pessoal da tecnologia educativa. Os glogs são muito utilizados nas grandes universidades.

Criei meu Glog : http://glogsterandrea.glogster.com/
Confiram!

Professora Andréa

MODELO de Plano Semanal - para aplicação com ANEE no ensino formal




 PROPOSTA DA PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL QUE CURSEI:


ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO SEMANAL PARA O  ENSINO FORMAL, levando em conta o currículo escolar de uma série escolhida, onde o ANEE e TODOS os alunos pudessem participar do mesmo tema, mesmos conteúdos e disciplinas, porém com algumas adequações, se necessário.
Plano esse, que o professor do AEE poderia dar sequência e explorar em seus atendimentos também com o educando.


1-      Plano Semanal  ( montado pela professora Andréa R M Padilha )

Tema: Família

Série escolhida: Primeiro Ano

Disciplinas envolvidas :Língua Portuguesa / Matemática / Artes / História / Ensino Religioso

Objetivos Específicos:
  • Colher dados com a família;
  • Socializar a figura da família com o grupo;
  • Analisar através do desenho como a criança observa sua família e se vê como integrante da mesma;
  • Construir um vocabulário com palavras relacionadas á família

      Metodologia:

  • Entrevista para obter dados familiares;
  • Cartaz com fotos dos membros da família para socializar com o grupo;
  • Música;
  • Desenho;
  • Rotina da família;
  • Conversa Informal;
  • Vocabulário da família;
  • Cantos;
  • Contar os membros da família;
  • Contar o número de letras das palavras montadas;
  • Realizar orações em agradecimento pela família.


2-      PLANO DE AÇÃO:

Material de Apoio: A fim de facilitar a comunicação com L. aluno com Necessidades Especiais ( pedir antecipadamente à família):  

  • Fotos de todas as pessoas que compõem a família;
  • Objetos que identifiquem o PAI \ A MÃE\ IRMÃOS\   Como: um sapato muito usado pela mamãe, a chave do carro do papai, um brinquedo que o irmão gosta,...
      * Peças de vestuário dos pais e ou irmãos;
  • Gravação da voz da mãe, do pai dizendo o nome da  criança
Preparo de uma rotina diária envolvendo as AVDs e  atividades de :

  • Trabalhar com a caixa de Antecipação (com as fotos, objetos que serão utilizados no dia);
  • Montar com a criança o álbum da sua família ;
  • Vestir a blusa da mamãe e ou do papai;
  • Sentir o cheirinho na blusa da mamãe e ou do papai;
  • Cantar segurando ou vestindo uma das peças de vestuário da família;
  • Pintar com a mão, com os dedos, a blusa da mamãe (utilizando guache);
  • Apontar onde aparecem os membros da família (em cartaz ou álbum cofeccionado);
  • Ouvir a voz da mãe, do pai dizendo o nome da  criança e apontar a foto ou oobjeto referente á pessoa;
  • Trabalhar em sala com os amigos, com as carteiras dispostas em MEIA LUA;
  • Trazer a MAMÃE para visitar a turma:  Tocar o rosto da mamãe, mexer em seus cabelos, tocar as partes do corpo,abraçar a sua mãe, ...
  • Ouvir o relato do que é  SER MÃE, a importância de se TER UMA FAMÍLIA,etc
  • Modelagem  da Mãe, do Pai, ...motricidade fina;
  • Brincar com bonecos fantasiando serem a mamãe, o papai, o filhinho;
Tudo que a turma estiver realizando, adequar ao nível do educando para que dentro de suas limitações esteja participando e realizando também.

Objetivos com esse Plano de Ação \  Exploração das Funções Mentais de :
  • Linguagem\ Comunicação;
  • Pensamento Verbal;
  • Memória Seletiva;
  • Atenção Focalizada;
  • Imaginação Criativa;
  • Percepção;
  • Raciocínio Lógico.

Avaliação:

Considerando os progressos alcançados dentro do Plano de Ação estabelecido pelo professor.

Modelo - PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA DO AEE EM TURMA DO ENSINO REGULAR.







Planejar práticas educativas para respeitar e valorizar a diversidade humana implica na planificação das ações para organizar o fazer pedagógico. Para concretizar essa meta é fundamental que as tecnologias digitais passem a operar como catalisadores de estratégias de equidade sociodigital. Para auxiliá-lo na planificação dessas ações projetadas para mediar a aproximação das tecnologias digitais e PNEs é importante assumir uma concepção da aprendizagem que se processa na interação social.

Em uma das formações que realizei em 2011, tive como tarefa realizar um estudo de caso com um PNE, para depois construir um Plano de Ação Pedagógica, isto é, um plano de atendimento educacional especializado. Socializo com vocês a minha produção:


Plano de ação que montei na FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS promovida pela UFRGS , realizada á distância em 2011.



1. Título
JOGOS INTERATIVOS COMO FORMA DE AUTONOMIA E APRENDIZAGEM



2. Localização

SALA MULTIFUNCIONAL E LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DA
ESCOLA BÁSICA PREFEITO ALBERTO WERNER  - Itajaí SC



3. Tema

O CONHECIMENTO ATRAVÉS DO ACESSO VIRTUAL AOS OBJETOS DE APRENDIZAGEM.

4. Objetivos
-  Desenvolver a autonomia, noções psicomotoras e matemáticas, a expressão criativa, atenção, memória com o intuito de elevar a baixa auto-estima de educandos com comprometimento cognitivo e de linguagem;

- Estimular nos educandos o exercício do raciocínio lógico, através da utilização de objetos de aprendizagem, priorizando o gosto de aprender a partir do lúdico;

- Interagir na Sala Multifuncional e Laboratório de Informática da Unidade escolar com seus pares, favorecendo a linguagem e comunicação;

- Oportunizar o processo inclusivo no ensino regular.


5. Justificativa
Os objetos de aprendizagem são uma forte tendência no que se refere à produção de conteúdos educacionais. Tais artefatos estão sendo estudados há cerca de dez anos, tendo surgido inúmeras e diferenciadas visões em torno de suas aplicações pedagógicas, tecnologias utilizadas em sua criação, bem como das possíveis formas de gestão desses objetos, caracterizando uma área de pesquisa, desenvolvimento e aplicações ampla e complexa.

Conceitualmente, Objeto de aprendizagem (OA) é uma unidade de instrução/ensino reutilizável. De acordo com o Learning Objects Metadata Workgroup, objetos de aprendizagem (Learning Objects) podem ser definidos por "qualquer entidade, digital ou não digital, que possa ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado por tecnologias".

Os OAs possibilitam a criação de cenários digitais, facilitando a exploração e explanação dos conteúdos. Assim, torna-se possível o uso de ferramentas relacionadas com diferentes mídias, como, por exemplo, os jogos, ou mesmo seus componentes como música, desenhos, gráficos etc, usados como estratégia para a aprendizagem de conteúdos variados.

Muitos alunos possuem dificuldades em compreender e raciocinar sobre o que está sendo proposto em uma determinada situação-problema. Notando-se uma grande dificuldade na área da linguagem, da comunicação com o outro, da atenção, concentração e dificuldades de raciocínio lógico optou-se por um plano de ação envolvendo  as tecnologias acessíveis, para viabilizarem acesso a diversos tipos de objetos de aprendizagem que atrairão o aluno com necessidades especiais à aprendizagem, proporcionando-o interagir com seus pares e consequentemente ampliando a sua comunicação.
Organizando um trabalho conjunto entre o Atendimento Educacional Especializado e o ensino regular e contando com a utilização dos objetos de aprendizagem propostos, espera-se avançar em um melhor desempenho e raciocínio na resolução de problemas envolvendo TODOS os educandos da Unidade Escolar.


6. Metodologia
De início foi realizado um estudo de caso que possibilitou uma visão mais detalhada dos educandos do quarto ano, principalmente de um aluno portador de necessidades especiais.

 W.F.C,sexo masculino, 11 anos, apresenta deficiência auditiva considerável (usa aparelho), não fala, tem comprometimento motor acentuada devido a Síndrome de Ossos de Cristais- Osteogênese Imperfeita que gera ossos frágeis e quebradiços, deficiência intelectual diagnosticada como Déficit Cognitivo Moderado e Autismo. É uma criança que pelo seu quadro clínico, estaria fadada ao insucesso, ao isolamento.
Mas é um caso tão cativante que tornou-se o gerador desse plano de ação. W. comunica-se através de gestos, balbucios e visualização de imagens (fazemos uso de Comunicação Alternativa com ele ), em alguns momentos desconcentra-se entrando em esteriotipias e maneirismos (sinais do Autismo ), ás vezes percebe-se que ele não conseguiu ouvir, não pode participar de atividades que envolvam correr, pular, agachar, jogar...mas é extremamente interessado, participativo e socializado com seu grupo e ADORA utilizar o computador!

Atividade 1-  REALIZAÇÕES DE ATIVIDADES COM OS SITES POISSOROUGE E ZAC BROWSER, BEM COMO OUTROS SITES INTERATIVOS PESQUISADOS PELA PROFESSORA DO AEE EM DUPLA, NOS ATENDIMENTOS DA SALA MUTIFUNCIONAL.

Atividade 2- Durante a aula de informática, que ocorrerá uma vez por semana todos os alunos do quarto ano, terão acesso aos objetos de aprendizagem dos sites já explorados com o ANEE nos atendimentos, acessarão várias atividades lúdicas, jogos e desafios lógicos. Atividades essas  hora mediadas pelas professoras, hora sem intervenções para que se tornem desafiantes, problematizadoras aos educandos.

Atividade 3- Atividades criativas planejadas pelas professoras envolvendo outras ferramentas e recursos computacionais como:

PAINT – Para desenvolver a motricidade , criatividade, noções gerais de grandeza, posição, cores, lateralidade, distância, tamanhos...

APÓS USO DOS SITES INTERATIVOS ATIVIDADES DE RECORTE ,COLAGEM, EDIÇÃO DE FIGURAS SELECIONADAS DOS ARQUIVOS DO COMPUTADOR, DESENHOS LIVRES, CRIAÇÕES VARIADAS DOS  EDUCANDOS.

ÁUDIO-LIVRO – Com o programa AUDACITY, gravar áudios com os educandos referentes a nomes, conceitos, letras, cores...para a cada atendimento ouvirmos e favorecer a memória.Criação coletiva de  histórias e gravações .

Pesquisa de imagens e informações nos sites de busca e internet.


7. Recursos

7.1. Infra-estrutura de informática

USO DE UM COMPUTADOR, INSTALAÇÃO DE INTERNET, TECLADO COLMÉIA, FONES DE OUVIDO, OBJETOS DE APRENDIZAGEM DOS SITES :



7.2. Ferramentas computacionais
FERRAMENTAS E RECURSOS INCLUIDOS NO PLANO: PAINT , ÁUDIO-LIVRO – Com o programa AUDACITY, Consulta a INTERNET, GOOGLE IMAGENS, etc.


8. Cronograma
Período de desenvolvimento da proposta de intervenção técnico-pedagógico:

Ano letivo de 2012 – Durante todo o ano, com avaliação de resultados ao final do primeiro e segundo semestre



Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set 
Out
Nov
Dez
Ativ 1
(descrição da atividade)
X
X
  X
 X
 X
 X






Ativ 2



 X
 X
 X
 X
 X
 X



Ativ 3








X
X
X


DEZEMBRO – Avaliação Final do Plano


9. Acompanhamento dos Resultados
Ao final desse processo espera-se que:


·         Os educandos apresentem  melhor destreza manual, iniciativa, criatividade para interagir nos sites propostos;
·         Adquiram maior conhecimento das ferramentas virtuais existentes no computador e se utilizem delas em outros trabalhos escolares e ou pesquisas;
·         Aprimorem suas habilidades cognitivas e capacidades  de comunicação;
·         Exerçam autonomia para escolherem seus desafios, aprendendo com eles;
·         A equipe de professores da instituição educativa implemente e execute o plano de ação citado, nas aulas no Laboratório de Informática, envolvendo TODOS os alunos.
·         A professora do AEE e demais profissionais envolvidos, troquem experiências, discutam resultados mensalmente através de encontros promovidos na Unidade escolar.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AEE na área da Deficiência Visual na Sala Multiespecial


Olá , sou o professor Marcelo Sá Britto de Freitas, professor especialista em Educação Especial com o foco voltado para as questões educacionais da deficiência visual.
Quando comecei o trabalho na Sala Multifuncional da Escola Básica Prefeito Alberto Werner identifiquei que havia pouco material pedagógico disponível para iniciarmos o atendimento ao aluno com Baixa Visão matriculado nesta Unidade Escolar. Então com a colaboração de minha colega professora Andréa e a Direção desta escola, fomos em busca de alguns recursos e instrumentos apropriados para a Educação de pessoas com deficiência visual.

Segue abaixo alguns desses materiais:
Máquina Braille;
Suporte emborrachado para a máquina Braille;
Folhas para a escrita Braille;
Sorobã;
Cela Braille (para aprender a escrita Braille);
Alfabeto Móvel Braille;
Dominó Adaptado;
Computador Adaptado com alguns softwares sonoros e com os programas DOS VOX e NVDA;
Doação da Secretaria Municipal de Educação: Duas caixas de som
















Foram solicitados outros materiais necessários, junto a SME e estamos aguardando  sua chegada.




É isso aí pessoal! Estamos na escola para torná-la um ambiente mais inclusivo e feliz. Vamos em frente e tenhamos todos um ótimo ano letivo.











Início do ano... Sala Multiespecial em contato com os pais !

Enquanto não iniciam os atendimentos na Sala Multiespecial os profissionais Andréa e Marcelo realizam um momento mais íntimo com os pais dos educandos envolvidos: 


* ANAMNESES
* ENTREVISTA MONTADA PELA DUPLA PARA CHECAR AS EXPECTATIVAS DOS PAIS
* MATRÍCULAS OU REMATRÍCULAS.


Esse é um período, também de sondagem do AEE, de primeiro contato com novos educandos e pais, observações nas salas de aula, orientações iniciais aos professores, suporte técnico a todos os envolvidos...




Socializamos o modelo de Entrevista que montamos:
EXPECTATIVAS PARA 2012
Nome:_________________________________________________________________
Idade:____________________ Filho(a) atendido pelo AEE: _______________________

Com o objetivo  de organizar o AEE sob a forma de melhor atender as expectativas dos pais e estabelecer uma parceria com as famílias , gostaríamos que registrasse abaixo  sua opinião:

A)     Como você descreve seu filho? ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
B)     Como você descreve a escola de seu filho? Você tem algo a elogiar ou criticar ?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
C)     O que você espera que seu filho aprenda na escola?Você julga que ele pode avançar até onde na aprendizagem?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
D)     Como você gostaria que ele fosse tratado por todos (funcionários, colegas, direção, outros pais...)? Pela professora regente? Pela professora do AEE?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
E)      De que forma o Atendimento Educacional Especializado poderia contribuir para o melhor desenvolvimento de seu filho? Trabalhando o quê? De que maneira? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
F)      Você acha importante ser parceiro da escola? Que ações você já tomou para estabelecer parceria com a escola de seu filho?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
G)     Você acompanha os conteúdos trabalhados na série que seu filho cursa? Seu filho acompanha a aprendizagem desses conteúdos? Se não acompanha de que forma o professor deveria ministrar as aulas para ele, na sua opinião ?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
H)     Seu filho é independente nas atividades de vida diária ( andar sozinho, comer sozinho, usar o banheiro sozinho)? Se não é, você avalia que essas são atividades que a escola deve ensinar?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________




Acessibilidade na prática


...“Na perspectiva da inclusão escolar, o professor da Educação Especial não é mais um especialista em uma área específica, suas atividades desenvolvem-se, preferencialmente,nas escolas comuns, cabendo-lhes, no atendimento educacional especializado aos alunos, público-alvo da educação especial, as seguintes atribuições:

a)Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos de forma a construir um plano de atuação para eliminá-las (MEC/SEESP, 2009).
...

f) Acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola (MEC/SEESP, 2009). O professor do AEE observa a funcionalidade e aplicabilidade dos recursos na sala de aula, as distorções, a pertinência, os limites desses recursos nesse e em outros ambientes escolares, orientando, também, as famílias e os colegas de turma quanto ao uso dos recursos”.

                                  
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - A Escola Comum Inclusiva  - Seesp-Mec







A Escola Básica Prefeito Alberto Werner, após levantamento em consonância com o AEE,  já deu início aos Recursos de Acessibilidade Necessários ao melhor atendimento dos ANEEs.




Rampas 








Cadeira Escolar adquirida pela Unidade para melhor acomodar ANEE.




A entrada principal da escola também foi reformada, eliminando-se desníveis no passeio.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cada um aprende de um jeito - Reportagem da Revista Nova Escola

Professores propõem a alunos de 1ª a 8ª série com deficiência as mesmas atividades planejadas para os demais


A lei é categórica: todas as crianças e jovens de 6 a 14 anos devem estar matriculados na rede regular de ensino, sem exceção. Entre os objetivos que se apresentam, está o de ensinar os conteúdos curriculares de uma forma que permita também aos que têm deficiência mental aprender. Para alcançá-lo, é necessário respeitar o ritmo e os limites de cada aluno e propor as mesmas atividades a toda a turma - incluindo os estudantes que têm deficiências como síndrome de Down, síndrome de Williams e autismo. Algumas estratégias utilizadas pela Escola Viva, em Cotia (SP), e pela EMEF Professor Francisco Weiler, em Morro Reuter (RS), permitem que essas crianças e jovens não freqüentem as aulas apenas como um passatempo ou uma atividade de recreação.
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O conceito de inclusão deve estar contemplado no projeto pedagógico da escola. Atividades com esse propósito se encaixam no dia-a-dia dos professores e alunos (veja os quadros desta página e das seguintes) e tendem a dar resultados a longo prazo. Na Escola Viva, por exemplo, todos os alunos com deficiência têm exatamente os mesmos materiais que os demais, garantindo que ninguém se sinta discriminado.

João Gabriel Uemura, 16 anos, é aluno da 8ª série e no começo do ano fez questão de que a mãe comprasse para ele cadernos para todas as disciplinas, mesmo não sabendo ler e escrever de forma convencional. Assim como os colegas, João colou nas capas imagens de seus heróis preferidos. Isso o faz se sentir parte do grupo.

O simples fato de ter o material já ensina. Certa vez, Diogo Mitsuro Nakagawa, 15 anos, aluno da 8ª série, disse a Rossana Ramos, diretora da escola: "Amanhã é sábado e eu vou passear com meu pai". A diretora perguntou como ele sabia que o dia seguinte seria um sábado. Ele respondeu: "Porque hoje teve apostila de Sociologia. Então hoje é sexta-feira". Segundo Rossana, ter um material que estabelece a rotina da escola deu a esse aluno a noção de tempo. "Essa foi a aprendizagem dele naquele momento."

Escrita própria

Outra preocupação constante dos professores é pedir que esses estudantes escrevam, não importa como ou o quê. Na Escola Viva acredita-se que todos podem avançar e cada progresso é percebido e comemorado. Apesar de também ter baixa visão, João usa todos os cadernos e não deixa de registrar uma lição sequer. Quando entrou na escola, há cinco anos, as páginas eram repletas de desenhos e rabiscos. Nesse tempo, ele aprendeu a escrever seu nome, percebeu que a escrita se faz da esquerda para a direita e passou a rabiscar no caderno pautado "minhoquinhas" (a chamada escrita social), que iam do começo ao fim da linha. Hoje, ele reconhece que os textos são compostos de muitas palavras. Por isso, ele dispõe diversas "minhoquinhas" na mesma linha. Para deixar o caderno organizado e bonito, João sempre coloca "título" e "data" nos trabalhos, com canetas de cores diferentes. "No caderno de Matemática, no entanto, ele só usa números", conta Rossana.

A proposta pedagógica leva em conta também as necessidades de adaptação dos alunos com deficiência a pessoas e ambientes novos. É comum essas crianças e jovens, assim que entram na escola regular, não quererem permanecer mais do que cinco minutos dentro da sala de aula, terem comportamentoagressivo ou se refugiarem no isolamento. Quando chegou à adolescência, muitas vezes Davi Nascimento da Silva, hoje com 15 anos, aluno da 8ª série, não queria nem saber de entrar na classe. Não conversava, apenas passeava pelos corredores ou ficava sentado no parque, onde ele se sentia mais à vontade.

Em vez de insistir para que Davi permanecesse em sala, os professores levavam a turma para o parque e lá davam suas aulas. Isso ajudou muito o garoto a se aproximar do grupo. A equipe da escola se orgulha dos progressos do menino. Hoje ele conversa, brinca e joga bola com os colegas, participa de todas as aulas - do lado de dentro da sala - e respeita a rotina e as regras comuns a todos. "Nos dias em que o Davi está mais agitado, deixamos que ele saia um pouquinho da sala. Ele dá um passeio, volta e retoma as atividades", afirma a coordenadora, Daniela Jarandilha.

Na escola Professor Francisco Weiler, o cuidado com o outro faz parte da rotina da garotada. Nas salas em que há estudantes com deficiência, os professores organizam um rodízio para determinar quem vai auxiliar o colega a cada dia.

E essa mãozinha não se limita às tarefas de classe. O ajudante da vez acompanha o amigo na hora da merenda, escolhe um livro e conta a história para ele ou o ajuda a ir ao banheiro. "Eles se sentem importantes com essa atribuição e é esse sentimento que queremos despertar", afirma a diretora, Dayse Eckhard Ondan.

A participação da família

A aprendizagem sobre a importância da inclusão chega até os pais. "Eles aprovam a experiência diária dos filhos. Muitos contam que as crianças se tornam mais cooperativas", constata Dayse. A mudança de atitude é fruto de muita conversa e da parceria com as famílias. No início das aulas, os pais participam de uma reunião em que a equipe pedagógica explica os procedimentos da inclusão e qual o papel da garotada nessa área. Ao longo do ano, também assistem a quatro seminários, em que podem tirar dúvidas e sugerir temas de discussão.

Todas essas diretrizes fazem das duas escolas espaços abertos às diferenças. Nelas, as crianças com deficiência ganham muito, pois são estimuladas constantemente a avançar e as demais aprendem a respeitar os colegas. Os pais, que estudaram em escolas onde a convivência com as diferenças não fazia parte da proposta, têm a oportunidade de aprender junto com os filhos um comportamento solidário e cidadão.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/cada-aprende-jeito-424484.shtml