PROJETO EM ANDAMENTO 2016

PROJETO EM ANDAMENTO 2016
Visitem no Facebook

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INCLUSÃO ESCOLAR


Os fundamentos das deficiências e síndromes

Conhecer o que afeta o seu aluno é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem
Você sabe o que é síndrome de Rett, síndrome de Williams,Baixa visão ou visão subnormal (perda parcial da visão),Hipoacusia bilateral moderada (perda auditiva moderada ouvido esquerdo e direito) ? Para receber os alunos com necessidades educacionais especiais pela porta da frente, é preciso conhecer as características de cada síndrome ou deficiência.


O primeiro passo é entender as diferenças entre os dois termos. Deficiência é um desenvolvimento insuficiente, em termos globais ou específicos, ou um déficit intelectual, físico, visual, auditivo ou múltiplo (quando atinge duas ou mais dessas áreas). Síndrome é o nome que se dá a uma série de sinais e sintomas que, juntos, evidenciam uma condição particular. A síndrome de Down, por exemplo, engloba deficiência intelectual, baixo tônus muscular (hipotonia) e dificuldades na comunicação, além de outras características, que variam entre os atingidos por ela.
Se você leciona para alguém com diagnóstico que se encaixa nesse quadro, precisa saber que é possível ensiná-lo. "O professor deve se comprometer e acompanhar seu desenvolvimento",




 
Saberes e atitudes de alunos com deficiência
Os pequenos com deficiência sabem muitas coisas. Às vezes, até mais que os colegas


A cada novo conteúdo a ser ensinado, de acordo com seu planejamento, você se depara com a tarefa de sondar quanto a turma já sabe sobre aquilo para determinar como levá-la a avançar. Quando há uma criança com deficiência na sala, a história não deve ser diferente. É preciso verificar também o que ela já conhece e seguir em frente com a etapas previstas. Mais do que se basear num diagnóstico médico que limite as possibilidades dela, proponha situações de aprendizagem desafiadoras para descobrir até onde ela pode chegar.


Colocando o foco no aprendizado e considerando cada criança em suas particularidades, você evita a preocupação demasiada com os sintomas ou com a adequação do comportamento dela. “É muito complicado transportar um diagnóstico médico para a sala de aula. Ele ajuda, mas não pode ser um rótulo que se tenha de carregar e impeça o aprendizado.Não são raras as ocasiões em que o aluno supera as expectativas criadas pelos médicos, surpreendendo a todos com seu desempenho.


Para investigar o que os alunos com algum tipo de deficiência já sabem, você pode usar as mesmas estratégias que prepara para os demais, desde que adote diferenciações adequadas a cada necessidade da criança. O importante é colocar todos os estudantes em contato com aquilo que pretende ensinar.


A estratégia escolhida deve permitir que eles usem, durante a sondagem, informações e práticas já conhecidas. Os resultados dão uma ideia dos conhecimentos prévios de cada um, evitando que você proponha situações fáceis demais – e, portanto, desmotivantes – ou apresente algo exageradamente complexo, que os alunos, naquele momento específico, ainda não têm condição de se apropriar.


Dada a aula, você tem pela frente a tarefa de avaliar o que todos aprenderam. Aqui é preciso evitar o erro de comparar crianças diferentes, ou querer nivelar o desenvolvimento da turma. Isso vale para crianças com e sem deficiência. O desempenho de cada aluno deve ser confrontado com o conhecimento prévio que ele tinha, levando em conta suas possibilidades individuais. O correto é comparar cada aluno com ele mesmo.


Avaliação de atitudes
Para que a avaliação do aluno com deficiência saia a contento, é importante ter em mente o que se quer que ele aprenda, quais são os objetivos que ele deve atingir e os conteúdos a dominar. Outra tarefa é determinar as metodologias e estratégias que serão adotadas. Nesse sentido, vale lembrar que todas as atividades oferecem elementos para avaliação. Atitudes muito simples, como se reunir em grupo, permanecer sentado na carteira, se alimentar, cuidar da higiene pessoal sozinho e utilizar os materiais escolares corretamente podem ser considerados grandes avanços para estudantes com deficiência intelectual. A observação de todos no dia a dia é sempre de grande valia para o professor.


O educador não pode apenas procurar o que está errado no aluno. O importante é verificar o que ele foi capaz de aprender. E, no caso das crianças e dos jovens com deficiência, pequenas atitudes são sempre indícios de progressos, mesmo que eles não apreendam todo o conteúdo que você tentou ensinar na sua disciplina.


Para acompanhar a aprendizagem das crianças, é preciso fazer registros diários sobre o desempenho delas e compilar os trabalhos que realizam em sala. Esse material pode ser transformado num portfólio (arquivo da produção dos alunos). A periodicidade com que esses registros são transformados em notas depende da política educacional de cada escola. Pode ser bimestral ou trimestral.


O importante é que esses progressos sirvam de instrumento para que você verifique o que cada um aprendeu e, especialmente no caso dos alunos com deficiência, planeje estratégias diferenciadas para que eles não parem de avançar. Essa verificação também servirá para o planejamento dos objetivos seguintes. Assim você sempre poderá determinar com mais segurança o que ensinar a cada etapa e qual a maneira mais apropriada de fazer isso.




Adequar é o caminho
Levar cada um a aprender exige abertura para diferenciar tanto o programa como as práticas


Imagine um cenário de sonho: sala bem equipada, laboratório e biblioteca completos, professores auxiliares e uma turma atenta, ávida para ouvi-lo e interessada em trabalhar. Agora, professor, responda com franqueza: todos esses estudantes vão aprender da mesma forma tudo o que você ensinar? Quem está há algum tempo à frente de um quadro-negro sabe que a resposta é não.


Um aluno nunca é igual a outro. Perceber o potencial de cada um e atingir a classe inteira é um desafio contínuo que muitas vezes parece mais difícil do que encontrar a sala dos sonhos do cenário acima. Para chegar lá, além de estudar muito e se aprimorar sempre, é necessário saber ser f lexível. Durante o planejamento de suas aulas, você - com a ajuda da coordenação pedagógica e de colegas - deve encontrar novas formas de ensinar. Essa tarefa, que já é importante normalmente, se torna imprescindível quando há na classe alunos com necessidades educacionais especiais. As principais flexibilizações a serem feitas referem-se a quatro aspectos.


ESPAÇO Adaptação do ambiente escolar para permitir que todos tenham acesso às dependências da escola. Isso inclui rampas e elevadores, mas não só. Entram aí também o reordenamento da sala de aula, por exemplo, e a identificação de materiais em braile para que um cego possa se locomover e encontrar o que procura com autonomia.


TEMPO Determinação de um período maior para que crianças e jovens possam retomar conteúdos, realizar tarefas mais complexas, entregar trabalhos e realizar provas. Um surdo pode precisar disso nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo, quando tiver de redigir um texto.


CONTEÚDO Adequação do programa previsto no currículo ou no planejamento de cada aula com o objetivo de garantir que estudantes com necessidades educacionais especiais aprendam bem parte da matéria, em lugar de se dispersar por enfrentar desafios acima de suas possibilidades. Uma criança com síndrome de Down que não consegue fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, tem condições de aprender a calcular o troco numa compra.


RECURSOS Busca de materiais didáticos ou de outras estratégias para ensinar determinados conteúdos, facilitando a aprendizagem. É a mais comum, geralmente relacionada a todos os tipos de deficiência.






Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/aprender-superar-511027.shtml



segunda-feira, 4 de junho de 2012

RECURSO DE ACESSIBILIDADE


Inclusão Escolar e Audiodescrição -  Por: Lívia Maria Villela de Mello Motta*

ORIENTAÇÕES AOS EDUCADORES

Quando falamos em inclusão escolar, em escola inclusiva, a escola que recebe, acolhe e oferece oportunidades de aprendizagem para todos os alunos, alguns questionamentos ainda teimam em vir à tona, por exemplo, as atividades escolares. Como preparar atividades escolares que contemplem as ne­cessidades de todos os alunos? Como despertar a curiosidade, ampliar a visão de mundo, propiciar o acesso às informações a todos os alunos? Muitos são os recursos que poderão ser utilizados em sala de aula para responder a essas questões, dentre eles, a audio­descrição: um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espe­táculos de dança), turísticos (passeios, visitas), esporti­vos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, ex­perimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora. A audiodescrição transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão social, cultural e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, esse recurso amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e com dislexia. Para isso, são usados os mesmos equipamentos de tradução simultânea, fones de ouvi­do e receptores. A informação sonora é transmitida pe­los audiodescritores de dentro de uma cabine, com um roteiro previamente preparado, estudo sobre o tema e terminologia, inserida preferencialmente entre as falas dos personagens. Na televisão, a audiodescrição já era para ter sido implantada desde junho de 2008, com duas horas de programação audiodescritas por dia que seriam transmitidas pela tecla SAP (canal secundário de áudio). Entretanto, o recurso foi suspenso pelo Ministé­rio das Comunicações, colocado em consultas públicas e novas portarias foram baixadas. Uma verdadeira saga, que culminou com a publicação da portaria 188 de março de 2010, que prevê a transmissão de duas horas semanais de programas audiodescritos a partir de julho de 2011, já na TV digital, diminuindo drasticamente as possibilidades de acesso à cultura e informação.Na escola, o próprio professor pode descrever o univer­so imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas cul­turais, dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aqui­lo que é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos. Todos se beneficiam com o recurso, tanto aqueles que escutam como aque­les que fazem a audiodescrição, pois além do senso de observação, há uma ampliação do repertório e fluência verbais. O uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais.

*Lívia Maria Villela de Mello Motta é doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo, e atua tanto na área de formação de professores para a escola inclusiva, como na área de inclusão cultural das pessoas com deficiência vi-sual, com foco na formação de audiodescritores para teatro, cinema, TV e outros espetáculos, eventos so­ciais e pedagógicos. E-mail: lívia@terra.com.br

VISITEM O SITE : VER COM PALAVRAS 





" A audiodescrição é uma tecnologia assistiva que busca suprir a lacuna deixada pela comunicação visual, para aqueles que dela não conseguem tirar proveito. No atual estado da arte dos meios de comunicação, não há dúvidas de que a ausência da audiodescrição cria uma situação de desconforto. Inúmeros são os momentos em que sentimos falta de um detalhamento do que está acontecendo. Seja na televisão, teatro, cinema ou mesmo nas descrições de gráficos e figuras de um livro, ou imagens de uma página da internet, ela é fundamental para a participação efetiva das pessoas com deficiência na interação com a sociedade" Laercio Santana - PRODAM





O ASSUNTO É: AUDIODESCRIÇÃO ...



História da Audiodescrição

MARGARET ROCKWELL: A MÃE DA AUDIODESCRIÇÃO


Margaret ROCKWELL  e seu marido Cody Pfanstiehl estarão para sempre ligados à história da audiodescrição americana e também da audiodescrição no mundo, já que o primeiro espetáculo teatral com audiodescrição que se tem notícia no mundo foi resultado do trabalho dos dois.

Margaret tinha retinose pigmentar e, aos 30 anos, perdeu completamente a visão. A partir daí, tornou-se uma ativista pela acessibilidade das pessoas com deficiência visual e passou grande parte de sua vida trabalhando para que tivessem acesso à leitura de jornais, à televisão e ao teatro. Fundou em 1974 um serviço de leitura para cegos, transmitido via rádio, o Metropolitan Ear.E foi com Cody, seu marido e voluntário do Metropolitan Ear, que em 1981 implementou o programa de audiodescrição no teatro, no Arena Stage Theater, em Washington DC., a pedido das próprias companhias locais.

O conceito de audiodescrição já havia sido desenvolvido e apresentado na academia, em 1974, por Gregory Frazier, em sua tese de mestrado que tratava do tema cinema para cegos, também nos Estados Unidos. Mas foi com o casal Pfanstiehl, que o conceito criou vida, se materializou e pôde beneficiar tantas pessoas com deficiência visual que ficaram literalmente encantadas com a possibilidade de apreciar plenamente um espetáculo teatral. O sucesso foi tanto que logo o recurso começou a ser utilizado em muitos outros teatros, esparramando-se também para a Europa.

Margaret e Cody aprimoraram técnicas, sempre contanto com o feedback das pessoas com deficiência visual que assistiam aos espetáculos; treinaram audiodescritores nos Estados Unidos e outros países. Além dos teatros, eles produziram audioguias para museus e trabalhos para a televisão, o que foi a semente para a acessibilidade na televisão americana. Por sua luta pela acessibilidade, Margaret recebeu o prêmio Emmy Award, em 1990, e o reconhecimento das pessoas com deficiência visual do mundo todo.
Margaret amava as artes e sempre dizia que os cegos perdem detalhes e ações muito importantes quando assistem a uma peça ou a um programa de televisão. Ela costumava dizer que adoraria ter uma vozinha para lhe dizer se era um tiro ou uma porta batendo no palco, se o vilão estava correndo com um punhal, se os amantes estavam ou não se entreolhando…

Ela preparava os audiodescritores para não serem condescendentes com os cegos em suas gravações ou audiodescrições ao vivo. Contou que uma vez foi assistir a uma peça chamada: THE CAINE MUTINY, feita por um audiodescritor novato e, em um determinado momento, o audiodescritor falou nos fones de ouvido: “Ele está influenciando a testemunha”.
Margaret ficou muito aborrecida e pediu ao audiodescritor para não fazer mais isso. Explicou com veemência que as pessoas cegas podem ouvir, elas só não podem ver. A maioria das pessoas cegas que vêm ao teatro, ela disse, são muito sofisticadas. E completou: “Se você pode chegar à conclusão que o personagem está influenciando a testemunha, uma pessoa cega também poderá fazê-lo. Você está lá para ser os olhos, as lentes de uma câmera colorida, para dizer tudo aquilo que você está vendo. O que chegar a seus olhos, sairá pela boca.”

Morreu de doença pulmonar em 28 de setembro de 2009, mas será para sempre lembrada por milhões de pessoas que aprenderam a técnica, que trabalham e que se beneficiam do recurso nos mais diversos tipos de espetáculos e eventos.

Referências

 Por Lívia Motta – em 15 de maio de 2012. 
SITE VER COM PALAVRAS - Audiodescrição

Educação Especial - Boa Notícia

Bom dia Visitantes!


Recebi essa manhã, e.mail de uma grande amiga, divulgando a notícia que compartilho com vocês:


Ministro defende inclusão de alunos com deficiência em classes regulares

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 31, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu a política de estímulo à educação especial em classes regulares. “O Brasil tem que ter 100% das crianças e jovens com deficiência na escola. A escola de atendimento especial é um direito, sim, mas para ser exercido de forma complementar e não excludente”, enfatizou.

Mercadante citou dados do censo da educação básica, que mostram que no ano 2000 havia apenas 21,4% das pessoas com deficiência matriculadas no ensino regular público. Em 2011, o número saltou para 74,2%. Além disso, 22% das escolas hoje têm acessibilidade. Há 12 anos, eram apenas 2,2%. Em relação ao acesso, segundo o ministro, 69% dos favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão nas escolas públicas. E 78% dos professores já passaram por formação em educação especial.

“A política de educação inclusiva permitiu um crescimento espetacular, de forma que os estudantes com deficiência convivem com os outros alunos e os outros alunos convivem com eles”, afirmou Mercadante. Ele lembrou ainda que escolas estão sendo reformadas e ônibus escolares adaptados para permitir a acessibilidade.

O ministro destacou que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) contabiliza dupla matrícula para os estudantes com deficiência da rede pública. Isso para que possam frequentar escolas regulares em um turno e atendimento especializado em outro. “O aluno tem que fazer o ensino regular e o especial e isso é referendado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU de 2006 e pela Conferência Nacional de Educação de 2010. Essa é uma discussão já superada”, disse.

Na visão do ministro, os jovens com deficiência demonstram cada vez mais inserção no mercado de trabalho e atuam com competência. “É isso que queremos, não vamos de novo segregar, como fazíamos há 10 anos. Pelo contrário, temos que buscar ainda centenas de milhares de jovens pobres com deficiência que não conseguem chegar à escola, um a um”.

Fonte: MEC - Redação: Kelvin
Matéria retirada do PORTAL UNIVERSIDADE - WWW.portaluniversidade.com.br



segunda-feira, 21 de maio de 2012

PRECISANDO DE IDEIAS IV?

PARTE 4

CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES E AGENTES DE ATIVIDADES EM EDUCAÇÃO COM ANEES


Todo material foi extraído do Portal do MEC - http://portal.mec.gov.br/


* Sugestões para construções literárias:
Sugestão 1:
· Construção de um livrinho
· Cada criança deve ter um livrinho feito com papel ofício
· Fazer a capa e o título do livro
· Desenhar o melhor passeio feito com a mãe (escrever atrás as explicações dadas pela criança)
· Minhas mãozinhas
· Meus pés
· Meu coração para mamãe
· Como é minha mãe
· As roupas que mamãe usa
· Uma foto minha para mamãe (foto, recorte ou desenho)
· Uma flor para mamãe (dobradura ou flor seca)
· Um colar para mamãe (macarrão)
· Um chapéu para mamãe (dobradura)
· Cada item seria uma página do livro e depois os livrinhos seriam um presente para mamãe.

Sugestão 2:
· Construção do livrinho: Minha Vida é Assim!
· Eu sou assim
· Esta é minha família
· Este é o meu amigo preferido
· Este é um pedaço do meu cabelo
· Esta é uma foto minha
· Minhas mãos
· Meus pés
· Meu bichinho de estimação
· Esta é minha professora
· Minha casa
· Minha escola
· Carro dos meus pais
· Meus avós
· Meus dados pessoais: peso, altura, cor dos olhos, número do sapato, medidas, número de roupas, sinais, cor de cabelo, traços marcantes etc.
· E isto é o que eu diria para mim
· Cada uma dessas etapas seria uma das páginas do livro

Sugestão 3:
· Escolha de um livro na biblioteca
· Leitura da história e interpretação durante a aula
· Construir um novo texto, relacionando com a história lida, mudando conforme as sugestões das crianças.
· Elaborar as páginas do livro em papel pardo, será um livro gigante
· Distribuir o texto pelas páginas do livro
· Ilustrar a história com colagens, recortes, desenhos, etc
· Decorar os murais das salas de acordo com o tema do livro
· Escolher um novo título
· Elaborar a capa

Sugestão 4:
· Criar personagens para uma história
· Traçar as características dos personagens
· Inventar a história para os personagens criados e seguir outros passos de acordo com a criatividade do professor.

Sugestão 5:
· Construir um gibi tamanho gigante
· Pedir que as crianças tragam de casa muitos gibis
· Apresentar os personagens dos gibis
· Falar sobre as características destes personagens e seguir outros passos de acordo com a criatividade do professor.

Uso do calendário
Quando a criança consegue antecipar alguns acontecimentos por meio da apresentação de objetos de referência, estes poderão começar a ser usados como um meio de antecipar as ações num futuro imediato. Dessa forma, poderão ser colocados em um local acessível à criança, construindo um sistema de rotina por meio do calendário concreto.
Para construir um sistema de calendário, os objetos de referência relacionados às atividades são colocados seqüencialmente dentro de caixas ou em uma prateleira com divisórias, pela ordem em que as atividades diárias se realizarão. Esse calendário funcionará para a criança como a agenda para o adulto.
Esse sistema permite à criança saber, em qualquer momento do dia, o que já aconteceu, bem como poderá prever o que irá acontecer. A elaboração do calendário exige planejamento e uma avaliação sistemática, sendo necessário tomar algumas decisões relativas a sua organização. Entre elas, faz-se necessário definir:

1- quais atividades serão selecionadas para figurar no calendário;
2- qual a funcionalidade dos objetos de referência que estão sendo utilizados, e;
3- quais os interesses e motivações da criança, bem como seu nível de desenvolvimento.
Para iniciar a construção e a introdução de um calendário de objetos, sugere-se que:
- os objetos de referência das atividades de rotina diária sejam significativos para a criança.
Comece com poucos objetos e depois, à medida que a criança demonstre compreensão, acrescente outros objetos, relacionados a outras atividades;
- os objetos mantenham uma relação direta com a atividade a ser realizada. Depois, aumenta-se lentamente o nível de abstração, mediante a substituição progressiva dos objetos concretos de referência por partes dos objetos, por reduções ou simplificações dos objetos, por desenhos ou por registro escrito ampliado ou no sistema braile;
- sejam organizadas as atividades e o horário de sua realização em caixas ou prateleiras, para que a criança possa ter conhecimento de quais são e quando irão acontecer as atividades no dia. As divisórias devem permitir a distinção clara entre os objetos, considerando os aspectos relacionados com contraste e iluminação;
- a sala de aula seja preparada com a seqüência das atividades programadas para o atendimento do dia. Para tanto, organize as caixas de memória ou a prateleira com os objetos de referência de cada atividade. Nesse processo, é importante seguir a ordem das atividades a serem realizadas no dia;
- a criança seja recebida e conduzida até as caixas/prateleira do calendário, de forma que ela veja ou sinta todos os objetos colocados nas caixas, bem como perceba a sua seqüência. Nomeie os objetos ou atividades por meio da fala, dos gestos, da LIBRAS. Caso a criança não goste de tocar nos objetos com a própria mão, pode-se utilizar outra parte do corpo, elegendo uma menos sensível ao tato. Outra opção é realizar o contato com o objeto por intermédio da mão do professor;
- criança seja auxiliada a retirar o objeto relacionado com a primeira atividade e a deslocar-se até ao local no qual a atividade irá desenvolver-se, levando consigo o objeto;
- a criança seja auxiliada a relacionar o objeto à atividade. Faça com que perceba que aquele objeto faz parte da atividade e, pouco a pouco, estabeleça a relação entre o objeto de referência e a atividade;
- se encontre uma forma de representar o término da atividade. Para isso, o professor poderá eleger uma caixa na qual serão colocados os objetos já utilizados. A finalização da atividade consistirá em guardar o objeto dentro da caixa, enfatizando que a atividade acabou (tampar a caixa).

Sugestões de atividades para o desenvolvimento da linguagem interior do ANEE:

Atividade 1:
Auto-conhecimento - atividade no espelho, desenho de si mesmo, exploração de fatos, diálogo em LIBRAS e por escrito sobre sua identidade (nome, idade, endereço etc.).

Atividade 2:
Passeios e visitas a lugares variados, trazendo para a sala de aula o máximo possível de informações que deverão ser registradas de alguma forma. Exemplo:
Passeio ao comércio local:
· observar e manusear os objetos ou coisas;
· nomear e fazer o sinal correspondente aos objetos ou coisas vistas;
· simular a compra, o pagamento e o recebimento do troco.
Na sala de aula:
· conversar sobre o passeio;
· montar uma vendinha;
· confeccionar murais com gravuras que simbolizem os objetos ou coisas vistas no passeio;
· trabalhar vocabulário em sinais, escrito e oral (sem cobrança de oralização);
· produzir texto no álbum seriado.

Atividade 3:
Exploração de objetos:
· sinal;
· finalidade.

Atividade 4:
Dramatizações:
· cenas familiares;
· animais/ trabalhar onomatopéias;
· profissões etc.
Obs.: É importante que o professor providencie a "mala da fantasia", que deve ter várias brincadeiras para as crianças. Para os alunos em fase de trabalho de texto isso é fundamental.

Atividade 5:
"Cantar" em língua de sinais, explorando o significado da letra da música, envolvendo a expressão facial e corporal da criança.

Atividade 6:
Dançar, explorar a ritmicidade e o significado das canções que estão representando.

Atividade 7:
Explorar revistas, jornais e livros infantis, utilizando a LIBRAS e muita expressão visual e corporal.

Atividade 8:
Exibição de filmes e slides, explorando o seu conteúdo em LIBRAS, com apoio de
dramatização, com muita expressão facial e corporal.

Atividade 9:
Contar histórias (sinalizadas ou dramatizadas).

Atividade 10:
Conversar (em língua de sinais) sobre temas variados de interesse de cada aluno; utilizar muita dramatização.



Sugestões de atividades para o desenvolvimento da linguagem receptiva do ANEE:

Atividade 1:
Jogo de memória:
· jogo apenas com figuras (combinar figuras idênticas);
· jogo com o significado(desenho) e o significante (nome e/ou língua de sinais) para combinar figura/nome.
Temas: frutas, flores, meios de transportes, material escolar, mobiliário, locais de lazer, esporte, tipos de plantas, partes de plantas, animais, etc.

Atividade 2:
Fichas "preguicinha":
· apresentar uma seqüência de letras para o aluno tentar descobrir o vocabulário, sinalizando e depois emitindo o nome;
· apresentar uma seqüência de desenhos sinalizados para o aluno tentar descobrir, digitando ou escrevendo nome (pode também tentar emitir o nome, desde que, como já dito anteriormente, não se misturem os momentos).

Atividade 3:
Caça-palavras; Cruzadinhas. Temas: nomes de flores, frutas, profissões, meios de transportes, vestuário, etc.

Atividade 4:
Carta enigmática.

Atividade 5:
Cartão-conflito.

Atividade 6:
Ditado na língua de sinais para o aluno desenhar o elemento ou frase sinalizada. Ditado na língua portuguesa para o aluno escrever a palavra correspondente, caso a criança já estiver alfabetizada na educação infantil, o que pode acontecer no segundo e terceiro período.

Atividade 7:
Cartões relâmpago I: confeccionar uma série de figuras independentes, com o nome atrás.
· 1º momento: apresentar as figuras para o aluno sinalizá-las;
· 2º momento: apresentar os nomes para o aluno sinalizá-los.
Cartões relâmpago II: confeccionar uma série de cartões com representações ilustradas dos sinais de um lado e a palavra correspondente digitada no verso.
· apresentar a ilustração para o aluno digitar o nome, quando a criança da educação infantil já souber o alfabeto digital e já estiver alfabetizada.

Atividade 8:
O aluno manifesta a compreensão do fonema, da palavra e da frase emitida ou sinalizada pelo professor por meio de respostas motoras:
· aponta as vogais que reconhece pela abertura bucal do professor;
· aponta a palavra ou frase escrita correspondente à sinalização do professor.

Atividade 9:
Jogo de língua de sinais:
· o professor seleciona o vocabulário e frases (no vocabulário escolhido podem ser incluídos os nomes dos alunos e, entre as frases, aquelas já usadas em sala), e confecciona fichas com os vocábulos e frases; depois os dispõe sobre a carteira ou prega no quadro as fichas, aleatoriamente;
· o professor sinaliza a palavra ou frase e o aluno aponta para a ficha correspondente.

Atividade 10:
Bingo de figuras (objetos ou ações) e sua representação correspondente em língua de sinais e no português escrito (palavra ou frase). O professor apresenta as figuras e os alunos marcam sua correspondência gráfica (seja por meio de sinais ou por meio de palavras/frases).

Atividade 11:
Jogo de dominó: de frases/figuras de ações; de nomes/figuras de objetos; de antônimos; de quantidade (numeral/número); de grau do substantivo (aumentativo/diminutivo).
Obs.: Todos podem ser trabalhados com figuras/palavras da língua portuguesa ou da língua brasileira de sinais.

Atividade 12:
Trabalhar o "calendário" (sinalizado) para o aluno conseguir se situar no tempo; vocabulário: dia, mês, ano, semana, década, milênio, anteontem, ontem, hoje, amanhã, todo dia, semana passada, semana atrasada, semana retrasada, século, daqui a... dias, há... anos.

Atividade 13:
Execução de ordens e pedidos escritos ou sinalizados pelo professor:
· Cotidiano: beba, coma, escreva, ponha, aponte, abra, feche, pegue, jogue, pinte, desenhe, etc.
· Opostos: venha cá X vá lá; sente-se X levante-se; ande X pare...
· Consecutivos: lave/enxugue; compre/pague; deite/durma...
· Negativos: não venha aqui, não se levante, não chore, não grite, etc.

Atividade 14:
Execução dos movimentos que indicam para que servem os objetos cujos nomes são sinalizados e digitados pelo professor: Ex.: O professor digita "sabonete", quando sinaliza "Para que serve o sabonete?", o aluno deverá sinalizar: lavar as mãos, lavar o rosto, etc.

Atividade 15:
Competição entre colegas em jogos que visam ao reconhecimento de palavras sinalizadas ou escritas.

Atividade 16:
O aluno aponta em direção à pessoa quando o professor indaga (sinalizando ou escrevendo):
"Quem" fez determinada ação.
"Cadê" ou "onde está"?
Elementos da família; colegas;
"De quem é" determinado objeto.

Atividade 17:
Dramatização de uma cena que acabou de viver ou presenciar e que responda à indagação sinalizada pelo professor:
"O que foi (que aconteceu)"? ou
"Por quê (aconteceu isso)?"

Atividade 18:
O aluno aponta em direção às partes do corpo, quando o professor indaga em sinais, ou apresenta a palavra escrita:
"Cadê o pé, o nariz, a mão?"

Atividade 19:
Criação de situações concretas em que o aluno possa fazer uso dos enunciados interrogativos (sinalizados):
Quem é? Quem?
Qual é? Qual?
De quem é?
Como é? Como? Como está?
O que é? O quê?
Onde?
Quantos?
Quando?

Atividade 20:
Escolhem-se cinco ou mais objetos diferentes. O professor apresenta-os à turma e coloca-os em lugares diferentes da sala. Ex.: em cima da carteira, dentro de um livro, em baixo da cadeira...
Escolhe-se um aluno, pedindo-lhe para que ele obedeça aos comandos (escritos em fichas ou sinalizados pelo professor):
1 - Aponte: Onde está?
2 - De quem é?
3 - Quem colocou?
4 - Entregue-o para fulano.
5 - Busque para mim...
6 - Guarde...

Atividade 21:
O aluno aponta um entre vários objetos, sempre dentro de um contexto dramatizado com o professor, que poderá mostrar ficha escrita ou sinalizar.
Ex.: Vamos soltar pipa. Pegue a pipa. Vamos soltá-la. Olhe, a pipa voa.

Atividade 22:
O aluno:
· entrega ao professor um objeto solicitado;
· desenha objetos cujos nomes foram apresentados de forma escrita ou sinalizada pelo professor;
· aponta a pessoa ou foto cujo nome o professor digitar. Nesse caso, deve-se utilizar o nome do próprio aluno; o nome do professor; o nome dos colegas; o nome dos elementos da família;
· aponta o alimento cujo nome o professor sinaliza ou digita, no momento do lanche;
· coloca a gravura sobre o nome do objeto, após observar a sinalização do professor nos jogos, dominó, quebra-cabeça;

IMAGEM: figura de uma porta entreaberta.
Ex.: sinalização da palavra "porta" em LIBRAS ou sua escrita (significante)
· aponta o nome do objeto, após observar a sinalização ou digitação do professor;
· pega gravuras de pessoas e objetos em conformidade com os nomes e qualificações (características) dadas pelo professor. Ex.: "Me dê o desenho da porta cinza. Eu não quero o desenho da porta azul.";
· lava a parte do corpo de uma boneca, cujo nome o professor emitir, digitar ou sinalizar, numa dramatização.

Atividade 23:
Jogos: Cores:
· formação: os jogadores ficam sentados, à vontade, na sala.
· desenvolvimento: escolhe-se uma cor, por exemplo, o verde. O professor pedirá a cada jogador que digite, sinalize ou escreva (conforme combinado anteriormente) o nome de um objeto existente na sala com a cor verde. É concedido o tempo de 20 segundos para cada jogador responder. A resposta será da seguinte maneira: "verde" é a caneta de "A"; ou "verde" é blusa de "B". O jogo prossegue até declinar o interesse.

Atividade 24:
Jogo: cumprimentos/cortesia:
· formação: os jogadores ficam todos em círculo, com as mãos para trás. Fora do círculo está um jogador que será o primeiro a correr.
· desenvolvimento: o jogador que está fora do círculo começa a andar pela direita, e em dado momento bate nas mãos de um dos jogadores do círculo. Este imediatamente sai correndo pelo lado oposto. No ponto em que os dois se encontrarem, fazem uma reverência um para o outro, apertam-se as mãos e sinalizam: "Como vai?" ou "Tudo bem?", ou "Quanto tempo?"(escolhe-se uma forma de cumprimento). Em seguida, continuam a corrida para ver quem chega primeiro ao lugar vago. O que ficou atrasado começa o jogo novamente. A atividade pode continuar criando situações que aparecem no cotidiano e em que se usam fórmulas prontas.

Atividade 25:
Criam-se situações em que se possa utilizar das fórmulas de cumprimento e cortesia (dramatização) e linguagem funcional (português instrumental).
· fórmulas de cumprimento/cortesia e expressões mais simples e mais usadas em linguagem funcional:
Oi! Como vai você? Como vai? Oi, tudo bem? Bom dia! Você está bom/boa? Boa tarde! Eu estou bem. Boa Noite! Como vai? Bem e você? Tudo bem! Oi! Vem cá! Não! Tchau! Vai! Dói! Me dá! Espera! Pára! Quebrou! Caiu! Eu vi! Acabou! É feio! É jóia! Está certo! Está errado! É bom! É ruim! É ele! É ela! Sou eu! É meu! Vou beber água. Vou fazer xixi. Vou fazer cocô. Vou ao banheiro. Feche a porta! Abra a porta! Apague a luz! Pegue o livro! Pegue o caderno! Abra o livro! Abra o caderno! Guarde o material! Obrigado (a)! Por favor! Com licença! Às ordens! Pois não! Alô! Aceita? Adeus! Até logo! Até breve!

Atividade 26:
Jogo: os gulosos:
· Material: Algumas balas ou bombons.
· Formação: os jogadores formam um círculo. As balas no centro. Cada jogador recebe, em sorteio, o nome de um bicho, sendo que várias pessoas recebem o nome de um mesmo animal.
· Desenvolvimento: o professor sinaliza o nome de um animal. A pessoa que recebeu esse nome sai correndo e pega uma bala, assim por diante. Quando restarem poucas balas, o professor sinaliza o nome do animal que a maioria recebeu. Todos os que tiverem aquele nome se lançarão sobre as balas. Será divertido!

Atividade 27:
Jogo: telefone visual sem fio.
· Formação: uma fileira toda de costas para o professor, que será o último da fila.
· Desenvolvimento: o professor tocará no ombro do aluno à sua frente e este ficará de frente para o professor. O professor sinalizará uma frase e o aluno vai repetí-la para o próximo aluno após tocá-lo no ombro, e assim sucessivamente.

Atividade 28:
Jogo: "o maestro": um aluno será escolhido para sair da sala; os colegas ficarão em círculo e escolherão o maestro. Tudo o que o maestro fizer os colegas repetirão imediatamente; o aluno que saiu é convidado a retornar à sala e descobrir qual é o maestro. Os colegas devem ter cuidado para não ficarem olhando todo o tempo para o maestro.

Atividade 29:
Jogo: "morto/vivo": os alunos se dispõem em fileiras alternadas diante do professor que irá sinalizar a brincadeira. Ao sinal de "morto", todos devem agachar. Ao sinal de "vivo", todos devem ficar de pé. O jogo começa lento e vai aumentando a velocidade à medida que o professor percebe que os alunos engrenaram no jogo. Ao final, os alunos que tiverem desobedecido às regras do jogo pagarão prendas.

Atividade 30:
Jogo: "loteria de nomes":
· Material: folha quadriculada em número suficiente para todos os participantes, caneta ou lápis para marcar.
· Formação: à vontade, segurando a folha quadriculada.
· Desenvolvimento: são escolhidos 16 nomes entre os alunos e colegas de outra sala. Cada participante anota, aleatoriamente, dentro de cada quadrinho de papel, formando um quadro de quatro quadrados na horizontal e na vertical, ou seja, cada linha quadriculada terá quatro nomes.
Quando se esgotar o tempo previsto, o dirigente sinaliza os nomes das pessoas sem obedecer nenhuma ordem. Cada participante confere sua folha, e marca com uma cruz os nomes citados. O participante que conseguir preencher primeiro uma das colunas, tanto horizontal quanto vertical, será o vencedor.

Atividade 31:
Jogo: quem será o primeiro?
· Formação: traça-se no chão duas linhas paralelas, a uma distância de 20m. Atrás de uma delas alinham-se todos os jogadores e atrás da outra fica o dirigente.
· Desenvolvimento: o dirigente sinaliza: avançar com o passo de formiga!" ­ os jogadores avançam, caminhando com um pé junto ao outro. O dirigente prossegue dando ordens do tipo: "pulando!", "de cócoras!", "de um pé só!", "engatinhando!", e os jogadores obedecem avançando sempre. O dirigente poderá variar a maneira dos jogadores caminharem quantas vezes quiser.
Quanto mais rápida a mudança de tipos de passos, mais interessante será o jogo. Será o vencedor o jogador que chegar primeiro junto ao dirigente. O jogador que, dada a ordem de mudar a maneira de andar, continuar com a antiga, deve voltar à linha de partida e recomeçar.

Atividade 32:
Jogo: memória.
· Formação: os jogadores ficam à vontade na sala.
· Desenvolvimento: escolhido o primeiro jogador, este sai de seu lugar e toca em qualquer objeto que esteja na sala e, ao mesmo tempo, digita ou sinaliza (dependendo da proposta do jogo) o nome do objeto. Volta para o seu lugar e toca em outro jogador. Este, por sua vez, toca no objeto que seu precedente tocou, digita-lhe/sinaliza-lhe o nome e toca outro objeto digitando/sinalizando o nome.
O jogo prossegue da mesma forma. Os jogadores devem tocar e digitar/sinalizar o nome de todos os objetos tocados anteriormente e acrescentar mais um. Será vencedor o jogador que lembrar o maior número possível de objetos e, em seqüência.

Atividade 33:
Jogo: três nomes de...
· Formação: duas fileiras, frente a frente, sentados distantes cerca de dois metros.
· Desenvolvimento: o professor pergunta, em sinais, aos dois primeiros de cada fileira, três
nomes de flores, frutas, cores, alimentos, formas geométricas, do corpo, vestuário..., e o aluno que responder em primeiro lugar (sinalizando ou por escrito, conforme combinado anteriormente) marcará um ponto para sua equipe. O jogo prossegue da mesma maneira. Vencerá a equipe que ao final do jogo obtiver mais pontos.

Atividade 34:
Jogo: dramatização.
· O aluno dramatiza, revivendo experiências sempre que o professor apresentar um objeto e praticar uma ação verbal, escrevendo o nome do objeto e da ação vivenciada com o aluno. Ex.: Pegue a bola. Vamos brincar.
· Repetição da experiência, variando os objetos e, posteriormente, variando as ações. Ex.: Vamos brincar. Pegue a bola, pegue a boneca, pegue a bicicleta; Pegue a bola, jogue a bola, chute a bola.

Atividade 35:
Jogo: adivinhação.
· Formação: em duplas.
· Desenvolvimento: os alunos escolhem e escondem um objeto. Dramatizam uma situação em que apareça o objeto, sem utilizar a língua de sinais, nem a fala. Os colegas tentarão adivinhar o que o colega escondeu.

Atividade 36:
Jogo: brinquedo cantado.
· Divide-se a turma em dois grupos: A e B. Limita-se um espaço para a brincadeira. Um grupo fica diante do outro e estabelece-se o seguinte diálogo sinalizado:
A - Somos (número de participantes) marinheiros, pobrezinhos sem dinheiro.
B - O que vieram fazer?
A - Belas coisas.
B - Que coisas?
Obs.: O grupo A escolhe uma ação que irá dramatizar em conjunto para o grupo B adivinhar.
Quando este adivinhar, o grupo A corre e o grupo B tenta pegá-lo, dentro do espaço limitado. Os elementos do grupo A que o grupo B conseguir pegar mudarão de grupo e a brincadeira continua, agora trocando-se as letras dos grupos. O grupo A passa a ser o grupo B e o grupo B passa a ser o grupo A.

Atividade 37:
Jogo: espelho maluco.
· Material: uma cadeira.
· Formação: um semicírculo onde os jogadores, sentados, defrontam-se com um espelho (jogador escolhido), que está de pé, com uma cadeira às suas costas.
· Desenvolvimento: o espelho (um jogador) começa a contar uma história sinalizada ou dramatizada. Tudo o que o espelho fizer os demais jogadores devem fazer ao contrário. Se ele senta, os outros levantam. Se põe o chapéu, os outros o tiram. Se levanta o braço direito, os outros levantam o braço esquerdo. Depois de alguns minutos, o espelho é substituído por um jogador que não errou nenhuma vez, ou, no mínimo, errou menos.

Atividade 38:
Jogo: espelho.
· Em duplas, as crianças farão uma, o papel de imagem, e a outra, o papel de espelho. Depois invertem-se as posições. Deve-se explicar aos alunos que devem trabalhar com toda a expressão
facial e corporal, ou seja, expressões de emoção, tristeza/alegria, zanga, calma/agitação, surpresa, curiosidade, preguiça, sono... Em especial, caretas e movimentos com braços, pernas e saltos.

Atividade 39:
Jogo: partes do corpo.
· Material: venda, boneco.
· Desenvolvimento: estando o aluno com os olhos vendados, o professor segura sua mão e leva-a até uma parte do próprio corpo do aluno. Por exemplo, o nariz. A seguir, sem venda, o aluno deverá reconhecer no boneco, qual a parte do seu corpo que foi tocada. Ao final, escreverá ou sinalizará o nome da parte do corpo escolhida pelo professor.

Atividade 40:
Jogo: quebra-cabeças (corpo humano)
· Entrega-se para o aluno um quebra-cabeças do corpo humano. O aluno monta o quebra-cabeças à medida que o professor digita, escreve ou sinaliza o nome das partes do corpo.

Atividade 41:
Jogo: meu tesouro.
· Material: cada criança terá um baú pequeno, confeccionado com palitos de picolé (para o corpo do baú) e cartolina (para as laterais).
· Desenvolvimento: nesse baú será acumulado o tesouro conquistado pelos alunos. O tesouro corresponderá a cada vocabulário novo aprendido. Será formado pela figura e seu respectivo nome em fichas separadas. A cada dia o professor perguntará o que o aluno viu (de novidade) no dia anterior. O aluno responderá, por exemplo, TV. Daí o aluno confeccionará uma ficha com a figura
da TV, que poderá ser desenhada por ele mesmo, com o nome do objeto. Guardará o tesouro no baú. À medida em que o tesouro aumenta, o professor revisa o tesouro acumulado até o dia anterior.

Atividade 42:
Incentivo ao manuseio de gibis. Observar cenas, reproduzir cenas, criar cenas. Pode-se criar uma gibiteca com gibis trazidos por eles e gibis confeccionados pelos alunos, com cenas escritas e com cenas mudas.

Atividade 43:
O professor escolhe uma história que possibilite utilizar uma vasta gama de sentimentos como medo, susto, surpresa, alegria, tristeza, dor, nervosismo, preguiça, agitação... Observa se a reação expressiva orofacial do aluno coincide com o sentimento representado na história.

Atividade 44:
Confecção de histórias seqüenciadas (com idéia de passado, presente e futuro). A princípio com três figuras, depois vai aumentando a quantidade de figuras.
· 1º momento: apresenta-se a história na ordem cronológica, para que o aluno conte os fatos.
· 2º momento: entrega-se para o aluno a seqüência desordenada para que ele a ordene cronologicamente e conte os fatos (por meio de língua de sinais e da fala).

Atividade 45:
· Conte ao aluno o que vai acontecer, o que está acontecendo e o que já aconteceu. Ex.: Você vai comer o bolo. Coma o bolo. Você está comendo o bolo. Você já comeu o bolo.
· Possibilite à criança o "convívio" com frases completas que contenham palavras de todas as classes gramaticais.

Atividade 46:
· Maquetes:
Após vivenciar situações extraclasse, o professor e os alunos devem ilustrá-las e encená-las. Os alunos reunirão sucatas de todo tipo para confeccionar maquetes que representem o local e/ou
situações vividas. Ex: casa, escola, correio, hospital, banco, rodoviária, cinema, parque de diversões, trânsito, etc.

Atividade 47:
Alfabeto vivo:
O professor confecciona em algodão cru e plástico transparente "bolsos" seguidos, na quantidade das letras do alfabeto. Em cada bolso serão colecionadas miniaturas cuja 1ª letra do nome corresponderá à respectiva letra do bolso, na ordem alfabética.
Obs.: 1. os alunos contribuirão com o alfabeto, levando para a escola miniaturas de casa.
2. o alfabeto vivo será fixado na sala de aula, de preferência acima do quadro.
3. sobre cada bolso deverá constar a letra do alfabeto em português e em sinais.
4. os bolsos podem ser substituídos por garrafas plásticas transparentes de refrigerantes de dois litros, desde que se cortem seus bicos. Colecionem no número das letras do alfabeto e pregue-as umas às outras com fita adesiva ou durex.

Atividade 48:
Confecção de álbuns-dicionários:
· Confeccionar com os alunos álbum de vocabulário (dicionário), álbum de ações, álbum de classificação (vestuário, transportes, alimentação, animais, cores, brinquedos, flores, esportes, material escolar, mobiliário da casa, partes da casa, formas geométricas...).
· Os alunos farão uma coletânea de figuras variadas para serem encaixadas no álbum. Pode-se solicitar o auxílio dos pais para que, à medida que forem encontrando figuras diferentes, seja em revistas, propagandas etc., possam enviá-las para o(a) professor(a) trabalhar em sala.

a) dicionário de substantivos:
O professor selecionará um alfabeto manual e figuras que contenham as letras do alfabeto. Os alunos confeccionarão o álbum seguindo a seqüência: 1ª folha (cabeçalho), 2ª folha (a letra "A" no alfabeto manual, em letra de forma e cursiva), 3ª folha (as figuras de elementos que comecem pela letra "A" serão coladas no centro da folha, uma embaixo da outra. Logo abaixo de cada uma deverá estar o nome da figura, precedido pelo respectivo artigo e abaixo uma frase contendo o nome da figura. A frase deverá ser criada pelos alunos num grande grupo. O professor corrigirá a frase e os alunos devem copiá-la com letra cursiva, embaixo do nome). As folhas seguintes seguirão o mesmo procedimento da 2ª e 3ª folhas. A última folha do álbum deverá conter o índice. À medida que o aluno for encontrando figuras novas, ele as colocará no álbum, seguindo o mesmo procedimento das figuras levadas, a princípio, pelo professor.

Modelo sugerido para confecção da 3ª folha:
Na seqüência são apresentadas quatro IMAGENS, e, para cada uma delas, seu respectivo substantivo e um exemplo de aplicação em uma frase:

* Figura de um pássaro voando:
- Substantivo: pássaro;
- Ex: "O pássaro leva a folha".

* Figura de uma chave:
- Substantivo: chave;
- Ex: "Minha mãe perdeu a chave".

* Figura de uma flor:
- Substantivo: flor;
- Ex: "O garoto colhe a flor".

* Figura de um barco:
- Substantivo: barco;
- Ex: "O barco está no mar".

b) álbum de classificação:
Os alunos devem ser motivados a memorizar a classificação a que pertencem os vários elementos colados no álbum, por meio de atividades que podem ser desenvolvidas durante o ano.
Segue-se uma atividade para cada classificação:
- partes do corpo (dança sobre o tablado, na sala de ritmo);
- membros da família (construção de sua árvore genealógica);
- vestuário (recorte de moldes de roupas em jornal e troca de peças entre os colegas);
- partes da casa (desenho da planta da casa);
- brinquedos (os alunos levam um brinquedo preferido para a escola num determinado dia da
semana);
- rua de recreio (escolher vários jogos para nomeá-los nesse dia - amarelinha, bingo, dominó,
dama, loto);
- cores de cabelo - castanho, louro, preto, branco, ruivo (os alunos irão a cabeleireiros e
colecionarão, em saquinhos separados, as amostras coletadas. Será realizada uma exposição para os
próprios alunos identificarem a cor).

Observações complementares:
1- Incluir outras classificações que podem ser realizadas, como cor de pele, tipo de cabelo, texturas de superfície (lixa, algodão, lã, pregos...).
2- É importante acrescentar as onomatopéias (sons de animais, dos motores de carro, de moto, de trem, de avião, dos instrumentos musicais, do despertador, da descarga do vaso sanitário, da chuva, da buzina, do trovão, do telefone, do liquidificador, do vento, do assobio, do espirro, da tosse, do serrote, do martelo, da furadeira, da batida na porta, da batida de porta...).
3- Abaixo de cada figura deve ser colocado, como no dicionário de substantivo, o nome precedido do respectivo artigo, e abaixo ainda uma frase contendo o nome do objeto em estudo:
cores (fazer desenho todo colorido); lazer (assistir a um filme em vídeo); material escolar (exposição de material de todos os colegas. Aproveitar o momento para explorar o capricho e o zelo pelos pertences); profissões (dramatizações da profissão de seus pais e/ou da profissão que deseja escolher para si); frutas (cada aluno leva uma fruta para a escola. A cada um é dada uma atribuição para o preparo de uma salada de frutas. Todos irão comê-la e, posteriormente, relatar aos seus colegas qual o seu papel durante o preparo), alimentos sólidos e líquidos (um lanche especial e/ou encenação da hora do café), sabor dos alimentos - doce, salgado, amargo, apimentado e azedo (o professor levará para a sala cinco tipos de sabores. Disporá os alimentos em cubinhos numa bandeja. Um aluno de cada vez terá seus olhos vendados. O professor lhe oferecerá um dos cubinhos dispostos numa bandeja e o aluno deverá identificar qual o sabor que prevalece nele);
formas geométricas (confeccionar sólidos: cones, cubos...); partes da planta (fazer com os alunos o trabalho da germinação do feijão, levar o aluno a perceber que nem todas as plantas têm todas as partes; flores (dominó com tipos de flores); esportes (escolha de um esporte para praticar na aula de educação física); estações do ano (explorar os meses do ano e confeccionar o calendário cívico);
cidades (caça-palavras com nomes das principais cidades brasileiras); meios de comunicação (entregar correspondência para os pais); meios de transporte (trabalhar o trânsito utilizando os diferentes tipos de transporte terrestre, dentro de uma cidade); instrumentos musicais (a bandinha); animais (confecção de diferentes tipos de animais em origami ou, se possível, visita ao zoológico).

c) álbum de ações:
As ações devem ser coladas juntamente com o desenho representativo correspondente em língua de sinais. Logo abaixo, deve constar a forma verbal no infinitivo e, em seguida, uma frase com o verbo no presente do indicativo, obedecendo a seguinte ordem: - Quem? – O que faz? - O quê?
Exemplo:
- Estudar
O menino estuda.
- Jogar
Ana joga peteca.
- Comer
Paulo e Bete comem maçãs.
- Dormir
A criança dorme.
Obs.: A confecção dos álbuns/dicionários apenas como vocabulário abaixo da figura fazem parte das atividades da linguagem receptiva. No momento em que se pede ao aluno para construir uma frase com cada elemento já se está trabalhando atividades que fazem parte da linguagem expressiva.

Atividade 49:
Confecção de livro de receitas Passos para a aula:
1 - escolha da receita;
2 - simplificação da linguagem usada na receita;
3 - confecção de cartazes com a demonstração de receita por meio de ilustração das colheres e xícaras nas quantidades necessárias para a adição de cada integrante, bem como ilustração dos ingredientes (colagem de embalagens) e dos vasilhames;
4 - apresentação e exploração da receita;
5 - reunião dos ingredientes e dos vasilhames;
6 - distribuição de tarefas para cada aluno, durante o preparo (Quem mede o quê? Quem
mistura? Quem lava os vasilhames? Quem enxuga? Quem guarda?);
7 - preparo da guloseima;
8 - divisão e distribuição da guloseima para cada aluno prová-la;
9 - distribuição da cópia da receita (mimeografada) para colagem em álbum;
10 - conversa informal sobre todo o processo;
11 - elaboração de diálogo representando a situação vivenciada e utilizando o vocabulário relativo a ingredientes, vasilhames, verbos... Ex.: Receitas:
- suco;
- vitamina;
- salada de frutas; bombom de leite ninho; bolos.
Obs.: Pode-se pedir para cada aluno levar para a sala de aula um ingrediente diferente ou um vasilhame necessário.


Sugestões de atividades para o desenvolvimento da linguagem expressiva (para aluno surdo) do ANEE:

Atividade 1:
O professor favorece o surgimento de situações em que o aluno possa reviver experiências (dramatizando) e utilizando as estruturas que se seguem:
1 - vogais ou encontros vocálicos de maneira significativa:
Ex.: - quando se machucar, dizer "ai";
- quando se assustar ou tiver medo, dizer: "ui";
- quando ficar surpreso, dizer: "oh";
- quando cumprimentar o professor, dizer: "oi";
- quando quiser algo para si mesmo, dizer: "eu".
2 - onomatopéias: sons representativos para animais e objetos:
Ex.: au - au, miau, trim, toc toc, quac.
3 - holofrases: palavras ou sílabas que resumem seu pensamento (em uma frase); como por
exemplo: A sílaba tônica de uma palavra ou a partir dela, como "bou" ou "abou" (acabou).
4 - pivot-open: combinação de palavras que agrupam alguns elementos estruturais.
Ex.: - sujeito e objeto - "papai carro";
- atribuição - "carro bonito";
- identificação - "ver au au";
- localização - "livro aqui";
- repetição - "mais leite";
- não-existência - "tudo embora";
- negação - "não bobo";
- posse - "meu doce";
- ação e objeto - "bato você";
- sujeito e ação - "mamãe chegou";
- ação e localização - "senta cadeira";
- ação e receptor - "dá papai".
5 - linguagem conotativa e denotativa:
Ex.: Ele é bravo. Ele é uma onça (explicar: Ele é bravo, a onça é brava. Ele é igual a uma onça).

Atividade 2:
Dramatização/sinalização de histórias infantis para os alunos e sua reprodução gestual, pelos alunos.

Atividade 3:
Adaptação da linguagem dos clássicos da literatura infantil para os alunos:
- orações curtas;
- período simples;
- apresentação das histórias para os alunos (com sinais e oralmente);
- dramatização das histórias pelos alunos (com o uso gestual e verbal);
- reprodução das histórias por meio de:
· desenhos;
· escrita (com suas próprias palavras).

Atividade 4:
Hora da novidade:
1º momento: O colega conta um fato.
2º momento: Os outros colegas reproduzem o fato relatado pelo colega por meio de desenhos, gestos, palavras e escrita.

Atividade 5:
Pedir para os alunos que fiquem em cima da carteira, em baixo da carteira, entre tal e tal colega, vão para fora da sala, volte para dentro da sala, sentem sobre a cadeira:
- pedir para que formem frases com as situações acima;
- confeccionar de figuras que representem conceitos espaciais, para que os alunos formem frases:
Ex.: frente/trás, em cima/em baixo, entre.

Atividade 6:
Hora do conto:
- forma-se um círculo para cada criança "relatar" para os colegas uma experiência vivenciada.
Por exemplo: o que aconteceu durante o final de semana ou no trajeto de casa à escola. O relato deve ser no primeiro momento sinalizado, e no segundo momento, oral ou escrito.

Atividade 7:
Hora da novidade - caixa surpresa:
- 1º momento: o professor leva um objeto de estima dentro de um caixa. Os alunos tentam adivinhar o que é. Depois de descoberto, o professor relata a sua relação com o objeto, como o adquiriu e o valor que atribui a ele;
- 2º momento: o aluno leva à escola um objeto de sua estima dentro de uma caixa e procede da mesma forma que o professor;
- 3 º momento: coloca-se em uma caixa os vários objetos levados pelos alunos. Os objetos vão sendo retirados da caixa, aleatoriamente e os alunos vão criando uma história onde apareça cada um dos objetos na ordem em que forem retirados da caixa;
- 4º momento: a história será registrada no quadro pelo professor, e os alunos deverão anotá-la no álbum de textos produzidos. Posteriormente, irão ilustrá-la.

Atividade 8:
Gramática: confeccionar com a turma uma gramática, à medida que se trabalhar o conteúdo.

Atividade 9:
Álbum de redações:
- cada texto criado pelo aluno deverá ser confeccionado num tipo de folha padrão e depois catalogado para se formar um álbum das criações de cada aluno. Deve-se seguir a seqüência em que cada texto foi escrito. Na medida do possível, cada redação deve ser ilustrada.

Atividade 10:
Auto-retrato:
- o professor organizará a turma em círculos. Seguirá uma conversa informal sobre a individualidade de cada ser. Cada criança, cada adulto é único. Nenhuma pessoa é igual à outra.
Mesmo os gêmeos idênticos são diferentes, alguma característica será diferente. Cada criança falará uma com a outra sobre as características físicas de seu pai ou mãe. Depois cada um se olhará no espelho com atenção, observando-se. Um dirá para o outro ou sinalizará para o grupo como ele é.
Por último, o professor distribuirá papéis para cada um se desenhar, assim como se vê. Esse desenho servirá como caracterização do aluno nos diálogos em balões, criados em sala.

Atividade 11:
O professor apresenta uma história seqüenciada, desordenada. O aluno irá ordená-la e contá-la aos colegas.

Atividade 12:
Slides:
- o professor apresenta uma história em slides. Conta a história para o aluno e pede que ele a reproduza de forma escrita.

Sugestões de temas que podem ser dramatizados:
1- textos não programados:
1.1 - vivências do aluno (ex.: supermercado, farmácia, padaria, hospital – consultas médicas, restaurante, viagem, trânsito, rodoviária - parada de ônibus, igreja, escola, banco, ótica, clube, cinema, correio, sapataria, relojoaria, etc.);
1.2 - acontecimentos extraordinários.
2 - textos programados e adaptados:
2.1 - temas cotidianos:
a) cumprimentos;
b) despedidas;
c) dados biográficos;
d) dados residenciais;
e) dados referentes à escola;
f) dados referentes à família;
g) etc.
2.2 - temas da literatura infantil:
a) clássicos (Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, Os três porquinhos, Rapunzel, O patinho feio, Cinderela etc.);
b) contemporâneos (A mão e a Luva, A doença da terra, O menino Maluquinho)
2.3 - temas religiosos;
2.4 - temas culturais;
2.5 - temas sociais.