PROJETO EM ANDAMENTO 2016

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O autismo da atriz Daryl Hannah e o conceito de “diferença” - Por: Roberto Amado



A atriz Daryl Hannah, que fez parte do elenco de filmes com "Blade Runner" e "Kill Bill", deu entrevistas falando abertamente sobre as dificuldades que enfrentou, principalmente na infância, por ser autista. "Era muito amedrontada e insegura", disse ela ao site da Fox News. Os médicos queriam interná-la sob a alegação de que apresentava "timidez debilitante", mas, por persistência da mãe, mudaram-se para Los Angeles. Ela estava com 17 anos. Hoje, aos 52, tem carreira consolidada no cinema.

Não são raros os casos de autistas célebres — pessoas que possuem diferenças neurológicas, são produtivas, mas que têm dificuldades de se ajustar ao padrão social e, por isso mesmo, são excluídas.
Mas o diagnóstico depende muito do especialista — do seu método e da sua percepção sobre o paciente. Para uma boa parte deles — psiquiatras, médicos e terapeutas —, o diagnóstico de qualquer forma de autismo é feito por meio de um longo questionário cujas respostas valem pontos. Dependendo da soma desses pontos, o exame conclui se o indivíduo é ou não autista. E normalmente esse indivíduo está fadado a sofrer exclusão social e, em alguns casos, como o de Daryl Hannah, correr o risco de ser internada.

Mas para uma outra escola de especialistas, a Síndrome de Asperger é só um rótulo. Nela, está o pediatra e psiquiatra Wagner Ranna, especialista em somatização de doenças, que aborda a questão de outra maneira: "Para eu chegar a um diagnóstico, faço, pelo menos, seis sessões com o paciente", diz ele. A diferença dos métodos determina que o importante não são os parâmetros rígidos de avaliação, mas sim a percepção das verdadeiras características do indivíduo.

Pessoas como Daryl Hannah não podem ser simplesmente rotuladas como portadores de uma doença, principalmente se são produtivas e apresentam um comportamento social aceitável. Nesse caso, segundo Ranna, são apenas "diferentes". Diferentes no comportamento social, na comunicação e em alguns hábitos e gestos estranhos, digamos assim. E de certa forma, ser "diferente", segundo o médico, não quer dizer nada. "Afinal, todos somos diferentes uns dos outros. Há aqueles que têm dificuldades em alguma atividade específica, mas têm habilidade para fazer outras. No fundo, todos somos assim", diz.

O cérebro, por exemplo, é como uma impressão digital: não há um igual ao outro, nem mesmo em gêmeos univitelinos, argumenta Ranna, que é especialista em saúde mental de crianças e adolescentes e um pioneiro no Brasil na detecção de distúrbios do autismo na primeira infância. "O ser humano é muito diverso. É uma perda de tempo ficar excluindo e estigmatizando pessoas com a Síndrome de Asperger, por exemplo", diz ele. "O mais importante não é tentar eliminar os sintomas, como se fosse uma doença. Se o comportamento do indivíduo não o impede de estar em grupo, não há motivo para isso. A ideia é fazê-lo se integrar na sociedade com todas as suas diferenças. Afinal, é a diferença que produz a qualidade. A sociedade tem necessidade de criar padrões de comportamento e o que estiver fora desses padrões recebe rótulos", diz o médico. "Afinal, alguns indivíduos considerados autistas podem dar enorme contribuição à sociedade, serem brilhantes no que fazem".

O tema, na verdade, é a constatação da necessidade social de estabelecer parâmetros de normalidade, para que as pessoas possam aceitar ou não o indivíduo. Nesse raciocínio, se Hannah é autista e não é "normais", não pode ser ídolo nem gênio — o que é uma forma aguda de preconceito.
Justamente para combater esse limites impostos pela sociedade que surgem manifestações que sustentam a aceitação social da "neurodiversidade". Ou seja: variações normais do genoma humano que determinam grande diversidade da condição neurológica, mas que não impedem que o indivíduo seja produtivo e, à sua maneira, adaptado à sociedade. Essas manifestações, como por exemplo a organização americana Aspies for Freedom (liberdade aos portadores da Síndrome de Asperger), celebram a condição "diferente" dos portadores da síndrome e preconizam sua plena aceitação social, não como doentes, mas como indivíduos normais.




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Depoimento de uma família : O tablet pode transformar a vida do autista


Publico abaixo o depoimento de uma família, retirado do site: http://bemvindoaholanda.com/tablet-transformar-vida-autistas/
Publicado a 30 Setembro, 2013
Por Tiago Fernando


Com o surgimento das novas tecnologias o desenvolvimento e a comunicação de um autista se tornou mais fácil. Por vezes a família não consegue compreender e desenvolver a criança com autismo, nos dias de hoje existem várias tecnologias que podem auxiliar os pais e o autista nestes aspetos.
O Tablet é uma dessas tecnologias que ajuda na interação e desenvolvimento do autista, com tela sensível ao toque e uma diversidade de aplicativos que estimulam a coordenação motora, fala, concentração, raciocínio, entre outros aspectos. A criança se diverte em quanto se exercita. Diversos especialistas recomendam a utilização do Tablet com moderação, segundo o psiquiatra coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo Estevão Vadasz o tablet pode ser utilizado por familiares e profissionais para se comunicar ou desenvolver o autista.
O Tablet pode assim ser usado de forma complementar aos tratamentos, através de jogos didáticos que visam o estímulo e de exercícios, mas o Tablet não faz mágica é necessário supervisionar as atividade da criança, para que o mesmo não se perca na internet ou outro tipo de atividade.
A sua utilização deve ser limitada, os especialistas recomendam que a sua utilização não ultrapasse ás 2 horas diárias.
Existe uma diversidade de aplicativos gratuitos e pagos que podem ser encontrados para Android e IOS. Após um rápida pesquisa no google play(Android)

APLICATIVOS QUE PODEM AJUDAR CRIANÇAS AUTISTAS
- Que-fala: este aplicativo ajuda a criança a se comunicar através do uso de pictogramas.

- FalaFácil Autismo: versão semelhante ao Que-Fala.

- ABC em PT: Possui imagens e áudio de todas as letras do alfabeto, números e 10 animais.

- My Little Memory Game Lite: Jogo de memoria

- Bubble Buster: o objetivo deste jogo é estourar balões de diversas cores, estimula a coordenação motora

- Labyrinth Lite: Como o nome diz é um labirinto, estimula a coordenação motora e raciocínio.

-Adapt: este aplicativo é extremamente interessante possui recursos semelhantes ao Que-fala e possui um teclado virtual para a criança ou adulto se comunicar através da escrita


By Tiago Fernando -  “Nós não somos especialistas, apenas somos pais de um menino autista. O nosso objetivo é compartilhar e reunir informações de qualidade que visam ajudar os autistas e suas famílias na procura por informações e tratamentos. Mas acreditamos que o Tablet pode ser usado em qualquer idade, o nosso filho tem dois anos e a terapeuta em alguns momentos se utiliza do Tablet, quando utilizado com moderação e da forma correta acredito que não haja nenhum problema…





* Transcrito Ipis Literis

sábado, 14 de setembro de 2013

Notícia:

Os cientistas americanos analisaram a síndrome de Christianson, um tipo raro e severo do autismo, e descobriram uma relação entre o gene que causa a doença e a produção da proteína NHE6. Esta proteína regula o crescimento dos neurônios, mas, no caso dos autistas, sofre um problema em sua produção .Em testes em camundongos, os especialistas conseguiram conter o desequilíbrio na produção da proteína. Os cérebros dos animais recuperaram a comunicação entre os neurônios, o que praticamente neutralizou a síndrome. A descoberta dá esperança para milhões de pessoas.

Fonte: http://noticias.r7.com/videos/cientistas-americanos-descobrem-como-combater-tipo-raro-do-autismo/idmedia/523310570cf22232322bbee3.html

Assistam ao vídeo: <iframe width='448' height='315' frameborder='0' marginheight='0' marginwidth='0' scrolling='no' src='http://player.r7.com/video/i/523310570cf22232322bbee3?layout=wide252p'></iframe>





Criança que não fala: Mutismo infantil associado a outros sintomas

Criança que não fala, criança que somente se comunica por gestos, evitando ou não aprendendo a falar.
Os sintomas do mutismo infantil pode ser de origem orgânica e psicológica e pode ter diferentes formas de avaliação.
Uma das causas do mutismo pode estar associado a uma combinação de sintomas que podem sugerir a presença de uma síndrome.
A Síndrome de Christianson tem como característica o mutismo infantil associado com dismorfismo craniofacial, epilepsia, oftalmoplegia e atrofia cerebelar.
Esta síndrome é uma doença rara caracterizada por déficit intelectual grave, dismorfismo craniofacial (longa e estreita face com prognatismo), epilepsia de grande mal, oftalmoplegia, e atrofia cerebelar.
Esta doença foi pouco descrita na literatura com poucos casos registrados.
Algumas das mulheres portadoras mostrou déficit intelectual leve.
O gene está localizado dentro do intervalo de Xq24-q27.
Fonte: http://saude.psicologiananet.com.br/palavra-chave/crianca-que-nao-fala


Vídeo para ser trabalhado nas escolas: recomendo !!!



Esse vídeo aborda a acessibilidade, inclusão, relacionamento jovem estabelecido no respeito, no bem querer, não na "pegação ", a importância de VER e INTERAGIR com o outro que é diferente de mim... Várias abordagens importantes podem serem realizadas pelo professor com seus alunos !!!

Um abraço visitante !

domingo, 9 de junho de 2013

Vocês conhecem o Site Povos Indígenas no Brasil ?



Site muito interessante : com informações, curiosidades e jogos sobre o tema. Visitem um dos jogos abaixo:




Aldeia Virtual é um espaço criado a partir de referências reais sobre alguns dos povos indígenas que vivem no País. Cada jogador escolhe um entre os sete avatares de um povo (Yanomami, Ashaninka, Xikrin Kayapó, Karajá, Krahô, Matis e Asurini do Xingu) e passa a participar com ele das atividades da aldeia, podendo conversar e jogar com outros participantes. Nessa aldeia, todos se encontram, fazendo disso uma oportunidade para trocar impressões sobre os diferentes modos de vida dos povos no Brasil. Visite a aldeia circular, no Cerrado, e a aldeia yanomami, na região amazônica! Lá você encontrará minijogos muito divertidos!




Instituto Socioambiental (ISA) é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), desde 21 de setembro de 2001. Fundado em 22 de abril de 1994, o ISA incorporou o patrimônio material e imaterial de 15 anos de experiência do Programa Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (PIB/CEDI) e do Núcleo de Direitos Indígenas (NDI) de Brasília. Ambas, organizações de atuação reconhecida nas questões dos direitos indígenas no Brasil.
O ISA foi criado para propor soluções que integrem questões sociais e ambientais e tem como objetivo principal defender bens e direitos coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural e às populações indígenas e tradicionais. Desde então tem realizado diferentes projetos e ações em parceria com essas populações.
PIB Mirim faz parte deste projeto. Criado a partir do site Povos Indígenas no Brasil, pretende, por meio de material destinado à pesquisa escolar - no qual temas centrais se desdobram em uma série de questões organizadas pela equipe do ISA - e do espaço Aldeia Virtual - jogo online situado em uma aldeia circular no Cerrado brasileiro - apresentar a diversidade de povos, romper com a idéia de "todos os índios são iguais" e despertar o interesse e o respeito das crianças às culturas indígenas existentes no Brasil. Tudo isso escrito em linguagem acessível ao público infantil-juvenil.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado - MUITO INTERESSANTE !!!


Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração




Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.


"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.

Como funciona a neuróbica?

A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.




O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?
Saiba mais
Corpinho de 40 e mente de 20!

A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".

21 dicas para você montar seu treino


O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?






Hábitos saudáveis

Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.


Por Natalia do Vale - publicado em 24/05/2010

Fonte: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/11342-21-exercicios-de-neurobica-que-deixam-o-cerebro-afiado


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A INCLUSÃO NA SALA DE AULA: como pode funcionar no processo ensino aprendizagem.

Acompanhei e acompanho essa profissional desde que dei início ao meu trabalho na Sala Multifuncional e seu texto abaixo,  na minha opinião elucida de forma muito prática e em consonância ao dia-a-dia escolar, como o professor pode (se tiver a boa vontade) atender as Necessidades Educativas Especiais de seus alunos. 



Aos que trabalham nas Salas Multifuncionais, aos que trabalham com Educação e Educação Especial, não deixem de ler e de visitar o BLOG  ELAINE-ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO / AEE:

http://elaineaee.blogspot.com.br/2013/04/a-diferenca-entre-atividades-de.html


A DIFERENÇA ENTRE ATIVIDADES DE ADEQUAÇÃO CURRICULAR E ATIVIDADES TERAPÊUTICAS...

Bom Dia!!!
Hoje resolvi postar sobre um assunto um tanto quanto polêmico, principalmente para os Profissionais que atuam nas Salas Regulares e que muitas vezes têm dúvidas sobre como intervir no processo de Ensino e Aprendizagem dos Alunos e Alunas com Necessidades Educacionais Especiais. 
O campo das Necessidades Educacionais Especiais é vasto! Quem trabalha em Escola sabe disso! A cada ano mais e mais Alunos e Alunas chegam às Escolas com quadros de Deficiência, Dificuldades de Aprendizagem, Situações de Risco Social: fome, maus tratos, violência, abuso sexual. Enfim quando falamos em NEE ( Necessidades Educacionais Especiais), temos muitos exemplos espalhados pelas diversas Unidades Escolares brasileiras.
O fato é que apesar de toda essa diversidade de NEE, os instrumentos legais que contamos até o dia de hoje, no campo do Atendimento Educacional Especializado (AEE), limita-se ao atendimento das Necessidades Educacionais Especiais acompanhadas dos quadros de Deficiência, Transtornos Globais de Desenvolvimento ( Autismo e suas diversidades TEA) e Altas Habilidades. Sendo os quadros de Autismo desde dezembro último também considerados como casos de Deficiência através da Lei 12764.
Pois bem, falando de AEE ( Atendimento Educacional Especializado), uma das principais funções dos Profissionais de AEE, visto que uma sigla não se faz sozinha, necessita de Profissionais capacitados para a realização deste trabalho, é o de oferecer condições de acessibilidade aos Alunos que se encaixam nos quadros acima citados, para que possam não só frequentarem as Salas Regulares de Ensino, como também para que possam aprimorar suas capacidades cognitivas em todas as áreas, promovendo a construção da Aprendizagem.
Quando falamos em Aprender, simultaneamente estamos falando também em Ensinar. O Ato de Aprender está intimamente ligado ao ato de Ensinar. E quando falamos em Ensinar estamos nos remetendo a concepções que cada profissional tem do que é Ensinar. 
Diferentes Pensadores contribuíram e ainda contribuem, sobre este tema inesgotável. temos contribuições das áreas da Pedagogia, Psicologia, Medicina, Artes, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Tecnologia,enfim ninguém pode dizer que não tem material para pesquisa.
Em respeito a minha área de atuação que é a Pedagogia, vou me deter em um dos Pensadores que foi  e é , pois sua presença em minha prática é muito viva, importantíssima : Professor Paulo Freire. 
Para o Professor Paulo Freire, quando falamos  em Ensino e Aprendizagem, estamos construindo nossa prática pedagógica em dois alicerces distintos: ou acreditamos em uma Educação Bancária ou em uma Educação Libertária.
A grosso modo, com perdão do Professor, ou Eu Acredito e construo minha prática para a Liberdade de Aprender a Aprender, considerando todas as capacidades do meu Aluno ou Aluna, transformando sua Realidade ou Eu mantenho a Opressão Bancária de Ensinar formalmente desconsiderando as características individualizadas de cada Aluno.
Essa concepção toma um contexto fantástico na Educação Inclusiva. O meu Aluno e Aluna com Deficiência tem potencialidades e dificuldades como qualquer outro Aluno. E Eu Profissional de Educação, tenho uma importância significativa na vida deste Aluno ou Aluna ímpar, pois muitos deles só terão a Escola para descobrirem suas potencialidades, pois todos sabemos que a cultura humana é muito capacitada para olhar, reparar e até monitorar defeitos, dificuldades, erros, tropeços.
Vocês que aguentaram a leitura deste texto até aqui devem estar se perguntando, mas o que isso tudo tem a ver com o título da postagem?
O motivo deste caminho todo que estou traçando neste texto é devido às inúmeras dúvidas que me chegam diariamente de Colegas Educadores sobre como adequar atividades para Alunos e Alunas Autistas, Deficientes Múltiplos, Deficientes Intelectuais, e muitos outros.
Amigos e Amigas Educadores, não existe modelos de atividades para Alunos A ou B. As atividades para todos os Alunos têm de estar contextualizadas com o trabalho do Professor e Professora, ou seja, quando falamos em Adequação Curricular, falamos em Currículo e Currículo é instrumento de trabalho de cada Professor ou Professora em sua área de atuação.
Para saber, quando falamos em Adequação Curricular, podemos estar falando em três situações distintas:
* Currículo Igual:  Permanecem os mesmos objetivos para todos, com o mesmo conteúdo trabalhado, as mesmas propostas de atividades, com apenas alguns Apoios Necessários dependendo das NEE do Aluno com Deficiência que tenho em minha turma. Não por sua Deficiência, mas por suas condições funcionais: Potencialidades e Dificuldades. Em geral o Currículo é mantido igual em casos de Alunos que não têm prejuízos cognitivos. É o caso do Aluno que é cego, portanto precisa que o conteúdo da aula seja contextualizado em braile, ou do Aluno surdo que precisará do contexto em Libras e do Interprete.
* Currículo Multinível: É aquele onde o conteúdo permanece, contudo alteram-se algumas atividades, ambientes e objetivos. Neste tipo de alteração curricular, geralmente eu, Professor ou Professora atendo às NEE dos Alunos e Alunas que apresentam alguma alteração cognitiva ( Deficiência Intelectual), levando em consideração as habilidades funcionais deste Aluno ou Aluna, e não o tipo de Deficiência, pois Alunos com o mesmo tipo de Deficiência não são iguais. Precisamos aprender a enxergar além das Deficiências. A grande novidade é que meu objetivo com este Aluno ou Aluna neste tipo de Currículo é que posso e devo alterar os objetivos para esse Aluno ou Aluna, de acordo com suas potencialidades. Não preciso de uma aula especial para Ele ou Ela, só preciso de outro "Olhar" processual e avaliativo.
* Currículo Sobreposto ou Flexibilizado: É aquele currículo onde devido a funcionalidade do Aluno ou Aluna que atendo na Sala Regular estarem limitadas, preciso alterar objetivos, atividades e até ambientes variados, como sala de informática, pátio, jardim, etc. Porém o tema, o conteúdo trabalhado na aula regular permanece o mesmo, ou seja, eu não vou preparar uma Aula Diferente para esse Aluno ou Aluna, eu vou flexibilizar minha proposta de Aula para que Ele ou Ela seja incluso na Aula e principalmente para que eu Professor e Professora possa conhecer ainda mais as capacidades deste Aluno ou Aluna, contemplando sua avaliação, com indicadores que mostrem claramente o que esse Aluno ou Aluna foi capaz de realizar.
Portanto Amigas e Amigos, não devemos nos preocupar em construir materiais focados em terapias comportamentais, pois isso não é tarefa da Escola Regular e sim de Clínicas e Profissionais de outras áreas. 
Nossa tarefa é Pedagógica e qualquer intervenção ou adequação deve partir do Universo Pedagógico para  o Universo Pedagógico.
Lembremos que o foco da Educação Inclusiva é o de Incluir o Aluno no Universo da escola Regular e não o de tratá-lo como um paciente. Caso contrário estaremos construindo novos guetos, novas salas especiais, dentro das salas regulares.
Cada caso é único e singular. Podemos e devemos trabalhar em consonância com outros Profissionais, contudo sem perder de vista nosso papel pedagógico.
Para finalizar, gosto sempre de exemplificar o que escrevo. Para hoje escolhi algumas atividades que foram preparadas para o atendimento das NEE de um Aluno dentro do espectro autista, de uma sala regular, onde eu atendia como responsável pelo Atendimento Educacional Especializado. Esse Aluno estava matriculado em uma sala regular do 1º ano do Ensino Fundamental I, de uma Escola Pública da região oeste do Município de São Paulo.  
Mantivemos os mesmos objetivos, conteúdos, apenas alteramos as atividades apoiando sensorialmente as informações trabalhadas pela Professora durante a aula, devido as capacidades funcionais do Aluno em questão.
Espero ter ajudado! Até mais!

Professora: Elaine Cristina Alves de Carvalho Leal.