"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem" João Guimarães Rosa
sábado, 12 de outubro de 2013
Fala Doutor - Kátia Bautheney: Transtornos de Aprendizagem
Kátia Bautheney fala sobre sua tese de doutoramento, vencedora do Prêmio Capes 2012 em Educação: 'Transtornos de aprendizagem: quando "ir mal na escola" torna-se um problema médico e/ou psicológico'. Utilizando as reflexões de Michel Foucault como referencial teórico, Kátia analisa as diferentes formas de articulação entre saber e poder, além de traçar uma genealogia do emprego do discurso psiquiátrico no campo da educação.
MUITOOO BOMMM !!! NÃO DEIXEM DE ASSISTIR !!!
Fala Doutor - Kátia Bautheney: Transtornos de Aprendizagem
Kátia Bautheney fala sobre sua tese de doutoramento, vencedora do Prêmio Capes 2012 em Educação: 'Transtornos de aprendizagem: quando "ir mal na escola" torna-se um problema médico e/ou psicológico'.
Utilizando as reflexões de Michel Foucault como referencial teórico, Kátia analisa as diferentes formas de articulação entre saber e poder, além de traçar uma genealogia do emprego do discurso psiquiátrico no campo da educação.
MUITOOOO BOMMM !!! NÃO DEIXEM DE ASSISTIR !!!
Sugestão de documentário: Ser e ter - filme completo
Uma boa pedida para assistirem !!!
Ser e Ter (em francês: Être et avoir) é um documentário francês de 2002, dirigido por Nicolas Philibert.
O título do filme, traduzido literalmente como "Ser e Ter", os dois verbos auxiliares da língua francesa.
O filme aborda a vida de uma escola primária em uma comunidade francesa deSaint-Étienne-sur-Usson, Puy-de-Dôme, França, cuja população tem pouco mais de 200 pessoas. A escola tem uma pequena sala com idades misturadas (de 4 a 12 anos de idade), com um professor dedicadíssimo.
Numa escola primária na região de Auvergne em França, Georges Lopez é professor de uma turma de treze crianças, com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos. Lopez ensina três grupos de diferentes idades em lições separadas, certificando-se sempre de que eles entendem as tarefas que lhes são pedidas - quer seja para pintarem um desenho, aprenderem matemática ou a fazerem crepes.
Lopez, um educador veterano à beira da reforma, é um modelo de sensibilidade e compreensão a lidar com crianças. Nunca levantando a sua voz e falando diretamente com eles, o seu afeto é tão notório como o respeito e a confiança que as crianças têm por ele.
PRÉMIOS E NOMEAÇÕES
Selecção Oficial do Festival de Cannes 2002; Prémios do Cinema Europeu 2002 - Melhor Documentário; Cesars 2003 - Melhor Montagem.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:
Atenção, memória sustentada:
Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas
1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir
as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.
2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um
feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem
ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks
e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom
desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.
3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como
falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento,
parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A
atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.
4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas
diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as
atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e
a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que
as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.
4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais
audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como
revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta
consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção
sustentada.
5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response
strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno
gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a
escola.
6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras
para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a
portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses
alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para
que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.
7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente
com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor
compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que
percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu
ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.
8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades
memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados,
usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o
conteúdo.
9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes
de uma tarefa, texto ou prova.
Tempo e processamento das informações
1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho
escrito e facilitar a compreensão da tarefa.
Clique aqui para ver um exemplo. http://www.tdah.org.br/images/stories/GRAFICO.pdf
Clique aqui para ver um exemplo.
2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais,
trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.
3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como
outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.
4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a
digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.
5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo:
propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma
inteira.
6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha
alguma dificuldade para escrever.
7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma
atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar
no seu próprio tempo.
Organização e técnicas de estudo
1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para
organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de
agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do
celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado
para a sua organização.
2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os
seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.
3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam
“encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática –
vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este
procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.
4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e
apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material
impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do
material.
5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor
e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias
sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim
como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à
escola.
6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem
desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de
pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em
partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está
sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas
em longo prazo.
7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias
ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas
com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos
para fazer em casa num prazo de 24 horas.
Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas
1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado
que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar
as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de
livro, etc.
2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua
autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno
faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar
com o seu próprio modo de aprender.
3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) http://www.tdah.org.br/images/stories/grafico_crianca.JPG para ajudar no
planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.
Inibição e autocontrole
1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis
dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções.
Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos
distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o
aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo
possível na tarefa em sala de aula.
2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou
mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos
para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.
3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos
positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este
monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele
desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e
possa avançar motivado em busca da sua própria superação.
4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente
combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de
alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que
vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a
coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente
ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil
para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO
para crianças muito agitadas.
domingo, 6 de outubro de 2013
15 atitudes do dia a dia que estimulam o desenvolvimento das criança
Com recursos simples e que não
demandam grandes investimentos, pais podem auxiliar na coordenação,
inteligência e segurança dos filhos
Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo
Ver os filhos crescendo saudáveis, inteligentes e seguros é o desejo de toda mãe e de todo pai. Algumas atitudes simples dos adultos, que podem ser realizadas em casa, no carro ou em um passeio pelas ruas, ajudam no processo de desenvolvimento das crianças.
Ver os filhos crescendo saudáveis, inteligentes e seguros é o desejo de toda mãe e de todo pai. Algumas atitudes simples dos adultos, que podem ser realizadas em casa, no carro ou em um passeio pelas ruas, ajudam no processo de desenvolvimento das crianças.
Confira 15 atitudes recomendadas por especialistas para melhorar a coordenação, inteligência e segurança dos pequenos:
1. Fazer perguntas sobre situações
cotidianas no momento em que elas acontecem
Ao ver uma pessoa molhada, por
exemplo, questione: “De onde será que veio a água que a deixou assim?” e
permita que seu filho responda. “Ampliar as experiências observadas torna a
criança mais atenta e detalhista, o que influencia positivamente nos estudos”,
explica Gilda Rizzo, especialista em educação infantil e estimulação do
desenvolvimento.
Leia também:
2. Falar a palavra correta quando a criança usar onomatopeias
Se ela disser “au-au”, emende
carinhosamente com “é o cachorro”. O mesmo para gato (“miau”) ou carro
(“vrum-vrum”). “Não importa o quão pequeno seja seu filho, quanto mais cedo ele
for apresentado às palavras, mais rico será seu vocabulário”, afirma o
neuropediatra Saul Cypel, consultor do programa “Primeira Infância” da Fundação
Maria Cecília Souto Vidigal.
3. Ouvir música erudita com a
criança, por pelo menos três minutos, diariamente
“É o estilo musical mais completo e
complexo, por isso desenvolve melhor a capacidade auditiva dos pequenos”,
defende Julia Manglano, especialista em estimulação infantil.
4. Cantar músicas de todos os estilos
com a criança
Não interessa o idioma, o importante
é cantar e incentivar seu filho a acompanhar. Isso, de acordo com Saul Cypel,
auxilia na capacidade de memorização e na extroversão.
5. Incentivar a criança a dançar
5. Incentivar a criança a dançar
Quando tocar músicas, peça que ela
dance; se a criança for muito pequena e não souber como, faça alguns passos e
diga para ela imitar. “A dança desperta a conscientização em relação aos
próprios movimentos”, justifica a educadora Gilda Rizzo.
6. Montar quebra-cabeças desde bebê
Escolha um modelo adequado à faixa
etária da criança e brinque com ela de juntar as peças. “O quebra-cabeça é um
dos jogos mais abrangentes, pois trabalha a coordenação motora e motiva por
meio das formas das peças e das cores do desenho a ser montado”, afirma Julia
Manglano.


7. Auxiliar em todas as etapas até
começar a andar
Quando bebê, coloque seu filho
sentado no chão, com o apoio de almofadas. Na fase de engatinhar, deixe-o em
ambientes amplos, em que ele possa se deslocar. Quando o primeiro aniversário
se aproximar, segure-o pelas mãos para ele adquirir firmeza nas pernas e
começar a andar. “Sem o estímulo adequado, o desenvolvimento fica defasado. A
criança precisa da ajuda dos adultos”, esclarece Saul Cypel.
8. Permitir que abra e feche
vasilhas/coloque e tire tampas de panelas
É bom para desenvolver a motricidade
e importante para a criança entender os utensílios da casa. “Cabe aos adultos
ensinar que não são brinquedos e podem ser manuseados apenas na cozinha, assim
ela ganha um bônus: a noção de limites”, diz Gilda Rizzo.
Thinkstock/Getty Images
Disponibilizar folhas de papel e
lápis de cor ou giz de cera é ótimo para exercitar a criatividade infantil
9. Observar elementos da natureza
Mostre para a criança diferentes
formas de pedrinhas ou folhas, cores de borboletas ou pássaros, cheiros de
flores ou frutas e peça que ela os compare, para desenvolver o senso crítico e
a verbalização, como sugere Julia Manglano.
10. Festejar as conquistas do dia a
dia da criança
Quando ela comer o pratinho inteiro
de comida ou der os primeiros passos, por exemplo, bata palmas. O neuropediatra
Saul Cypel dá o motivo: “Todo mundo gosta de elogios, e essa aprovação deixa a
criança mais segura para os desafios que enfrentará ao longo da vida.”
11. Disponibilizar folhas de papel e
lápis de cor ou giz de cera
Os pequenos podem querer desenhar,
dobrar, rasgar. Deixe-os livres. “Neste caso, o adulto deve interferir o mínimo
possível e só auxiliar se for solicitado. É um ótimo exercício para a
criatividade infantil”, afirma a especialistaem estimulação Julia Manglano.
12. Deixar a criança rolar no tapete
“É um jeito rápido e divertido de a
criança tomar conhecimento do seu peso e dos limites de seu corpo”, ensina
Gilda Rizzo. Se possível, faça uma trilha de almofadas sobre o tapete para a
atividade ficar mais “fofinha”.
13. Estabelecer horários
Criança precisa ter hora para fazer
refeições, tomar banho e dormir. O neuropediatra Saul Cypel explica que “a
rotina desenvolve uma segurança que leva à autonomia progressiva e ao
amadurecimento mais tranquilo.”
14. Abotoar e desabotoar
camisa/amarrar cadarços dos tênis
Conte os botões, abotoe em direções
diferentes (de baixo para cima, depois de cima para baixo), amarre os cadarços
de mais de uma maneira. Assim, de acordo com Gilda Rizzo, desenvolve-se a
coordenação motora e a criança começará a ter contato com os números de maneira
natural.
15. Ler para e com os filhos
Os benefícios são muitos: o desenvolvimento
do tato – para tanto, a criança deve manusear o objeto, virar as páginas-, do
vocabulário e do gosto pela leitura. Além disso, Julia Manglano ressalta: “Os
pais precisam ler seus próprios livros perto dos filhos. O exemplo é muito
importante.
Fonte: http://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2013/07/05/15-atitudes-do-dia-a-dia-que-estimulam-o-desenvolvimento-das-criancas/
19 filmes que trazem o Autismo e o Asperger
19 filmes que trazem o Autismo e o
Asperger
Listamos dos mais antigos aos mais recentes:
1. Rain Man (1988)
O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, a quem ele não vê há anos. Mas Raymond (Dustin Hoffman), seu irmão mais velho, internado em uma instituição médica, alguém cuja existência Charlie ignorava até então, é quem recebe toda a fortuna. Raymond é um “autista sábio” com habilidades mentais seriamente limitadas em algumas áreas, mas com capacidade de gênio em outras. Quando Charlie rapta Raymond, a longa e maluca viagem atravessando o país, rumo a Los Angeles, ensina a ambos algumas lições sobre a vida
O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, a quem ele não vê há anos. Mas Raymond (Dustin Hoffman), seu irmão mais velho, internado em uma instituição médica, alguém cuja existência Charlie ignorava até então, é quem recebe toda a fortuna. Raymond é um “autista sábio” com habilidades mentais seriamente limitadas em algumas áreas, mas com capacidade de gênio em outras. Quando Charlie rapta Raymond, a longa e maluca viagem atravessando o país, rumo a Los Angeles, ensina a ambos algumas lições sobre a vida
2. Gilbert Grape: Aprendiz de Um Sonhador (1993)
Na pequena cidade de Endora, Gilbert cuida de seu irmão autista
Arnie e de sua mãe extremamente obesa. A cidade é calma e a vida segue seu
rumo, até que Becky aparece, e Gilbert se apaixona por ela. Agora ele terá que
lidar com a problemática família ao mesmo tempo em que quer aprender os
segredos da moça.
3.Testemunha do Silêncio (1994)
Não há pistas, nem motivos, nem suspeitos. E a única testemunha
ocular sabe que nem tudo poderá ser dito. Ele é uma criança autista de nove
anos cujas memórias do brutal massacre de seus pais estão seladas dentro dele,
a não ser que um determinado e carinhoso psicólogo infantil possa acessá-las.
4. À Sombra do Piano (1996)
Franny luta por mais de trinta anos para dar apoio e respeito a
Rosetta, sua irmã mais nova, que é autista. Ela acredita que Rosetta tenha uma
intensa vida emocional e intelectual escondida sob o seu rosto impassível. O
principal obstáculo é a mãe, Regina, uma cantora lírica que abandonou a
carreira para se dedicar à família e agora, amarga e ressentida, é obcecada por
controle e carente de adulação.
5. Código Para o Inferno (1998)
Art Jeffries (Bruce Willis), um renegado agente do FBI, combate
inescrupulosos agentes federais para proteger Simon, um garoto autista de 9
anos, que desvendou um “indecifrável” código secreto. Ele consegue ler o
Mercury, um avançado código criptográfico do governo americano, tão facilmente,
quanto outros garotos lêem inglês. Essa habilidade, torna vulnerável esse
código de 1 bilhão de dólares, especialmente se os inimigos do governo
descobrirem Simon e o capturarem. Nick Kudrow (Alec Baldwin), chefe do projeto
Mercury, ordena que a “ameaça” seja eliminada, sem imaginar que Jeffries está
envolvido.
6. Ressurreição (1998)
Conta a história de uma jovem mulher (Loretta), que vive em
Chicago com sua mãe e dois filhos, uma delas (Tracy) tem autismo. Por
insistência da mãe, Loretta vai passar o verão com as filhas em uma
cidadezinhade interior, onde vivem seu tio e sua tia (que têm alzheimer).
Durante sua estadia, aprende a lidar melhor com os problemas dos filhos e os
seus próprios.
7. Experimentando a Vida (1999)
Elisabeth Shue interpreta Molly, uma jovem autista que sai do
período de internação e fica sob os cuidados de seu irmão, Buck (Aaron
Eckhart). Ele permite que a irmã inicie um tratamento experimental. Molly se
transforma em um gênio, com inteligência superior, para a surpresa de Buck. Mas
esse progresso acaba sendo relativo, já que Molly não se livra completamente da
sua extrema concentração autista. Buck e sua irmã enfrentam agora outro grande
desafio.
8. Uma Viagem Inesperada (2004)
Quando Corrine descobre que seus dois filhos gêmeos são autistas,
ela fica inconformada, mas acaba aceitando o veredito. Ela então conta ao
marido sobre o fato, e ele lhe diz que não quer lidar com o problema do
autismo. Por isso, Corrine o abandona, e passa a criar os meninos sozinha. Ela
os coloca numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude
estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e,
quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola.
9. Loucos de Amor (2005)
Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell)
sofrem da síndrome de asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções
emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma
incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão
em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto, ao conhecer
Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida.
10. Um Certo Olhar (2006)
Alex Hughes, um ex-presidiário, está viajando para Winnipeg para
ver um velho amigo. Ao longo do caminho, ele encontra o chato, mas vivaz,
Vivienne Freeman que consegue pegar uma carona com ele, mas o veículo de Alex
sofre um sério acidente, que mata Vivienne. Alex decide então falar com a mãe
de Vivienne e vai até sua casa. Lá, ele descobre que a mãe, Linda, é uma mulher
autista de alta funcionalidade. Ela o convence a ficar mais tempo, após o
funeral e, naqueles dias, Alex descobre novas amizades e aprende mais sobre a
singularidade de Linda mesmo enquanto ele se esforça para lidar com sua própria
dor.
11. O Nome dela é Sabine (2007)
A atriz Sandrine Bonnaire narra a história da irmã Sabine, que é
autista, através de imagens filmadas ao longo de 25 anos. Sandrine testemunha o
momento atual de Sabine, que depois de uma estadia infeliz em um hospital
psiquiátrico, passa a viver em uma estrutura adaptada a ela. E, dessa forma,
numa casa na região de Charente, na França, reencontra a felicidade. A partir
desse episódio, o documentário mostra a penúria e o despreparo de algumas
instituições especializadas e as dramáticas conseqüências que podem causar aos
doentes.
12. Ben X: A Fase Final (2007)
Ben é um jovem que sofre da síndrome de asperger e que se isola em
sua própria realidade no mundo de Archlord, um jogo virtual. Seu modo de vida
causa estranheza em seus colegas de classe, que o julgam e não o aceitam.
13. Sei Que Vou Te Amar (2008)
Thomas Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida
normal. Seu irmão mais velho, Charlie, tem autismo e TDAH e o funcionamento de
toda sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao
se mudar para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie Masters e
começa a se apaixonar por ela. Quando sua mãe fica confinada na cama devido à
gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de cuidar de seu irmão,
o que pode custar a sua relação com Jackie, especialmente quando isso
desencadeia um violento confronto na família em sua festa de aniversário.
14. Mary e Max: Uma Amizade Diferente (2009)
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary
Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios
de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com
síndrome de asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes,
a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e
Max é exploram a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a
obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças
religiosas e muito mais.
15. O Menino e o Cavalo (2009)
O jornalista britânico Rupert Isaacson se apaixonou pela americana
Kristin Neff, professora de psicologia, quando viajava pela Índia. Sete anos
depois, em 2001, nasceu seu filho Rowan. O mundo parecia perfeito até o menino
ser diagnosticado com autismo. Tendo recorrido a todo tipo de terapia, sem
sucesso, Rupert decide apostar numa jornada espiritual. Percebendo o amor do
filho por cavalos, ele pesquisa como conciliar este fato com a busca por uma
técnica de cura ancestral. A família parte assim para a Mongólia, onde,
cavalgando por milhas, irão atrás do xamã mais poderoso da região.
16. A Mother’s Courage: Talking Back to
Autism (2009)
Narrado por Kate Winslet, este inspirado filme mostra a busca de
uma mulher para desbloquear a mente de seu filho autista. Margret encontra os
principais especialistas e advogados no assunto e se conecta com várias outras
famílias tocadas pelo autismo. À medida em que se depara com terapias
inovadoras, Margret encontra a esperança de que seu filho possa ser capaz de se
expressar em um nível que nunca pensou ser possível.
17. Adam (2009)
Adam, um rapaz com síndrome de asperger, é apaixonado por
astronomia, e passa a morar sozinho após a morte do pai. Tem um único amigo
para apoiá-lo, Harlan. O filme trata do seu relacionamento com uma nova
vizinha, a professora Beth. Foi escrito e dirigido por Max Mayer, que teve a
ideia quando ouviu uma entrevista de um homem que sofria da doença. Foi
premiado no Sundance Film Festival e no Method Fest Independent Film Festival
do ano seguinte.
18. Temple Grandin (2010)
É baseado no livro Uma Menina Estranha, da própria Temple, uma
mulher com autismo que acabou se tornando uma das maiores especialistas do
mundo em manejo de gado e planejamento de currais e matadouros
19. Um Time Especial (2011)
Baseado no livro The Legend of Mickey Tussler, o filme conta a
história de um técnico de uma liga juvenil de beisebol que chama um garoto com
autismo para ser seu lançador. Os dois terão que vencer preconceitos e a
rejeição de alguns jogadores do time para seguir em frente.
Fonte: http://www.reab.me/2013/10/19-filmes-que-trazem-o-autismo-e-o-asperger-preparados-para-assistir/
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O autismo da atriz Daryl Hannah e o conceito de “diferença” - Por: Roberto Amado
A atriz
Daryl Hannah, que fez parte do elenco de filmes com "Blade Runner" e
"Kill Bill", deu entrevistas falando abertamente sobre as
dificuldades que enfrentou, principalmente na infância, por ser autista.
"Era muito amedrontada e insegura", disse ela ao site da Fox News. Os
médicos queriam interná-la sob a alegação de que apresentava "timidez
debilitante", mas, por persistência da mãe, mudaram-se para Los Angeles.
Ela estava com 17 anos. Hoje, aos 52, tem carreira consolidada no cinema.
Não são
raros os casos de autistas célebres — pessoas que possuem diferenças
neurológicas, são produtivas, mas que têm dificuldades de se ajustar ao padrão
social e, por isso mesmo, são excluídas.
Mas o
diagnóstico depende muito do especialista — do seu método e da sua percepção
sobre o paciente. Para uma boa parte deles — psiquiatras, médicos e terapeutas
—, o diagnóstico de qualquer forma de autismo é feito por meio de um longo
questionário cujas respostas valem pontos. Dependendo da soma desses pontos, o
exame conclui se o indivíduo é ou não autista. E normalmente esse indivíduo
está fadado a sofrer exclusão social e, em alguns casos, como o de Daryl
Hannah, correr o risco de ser internada.
Mas para
uma outra escola de especialistas, a Síndrome de Asperger é só um rótulo. Nela,
está o pediatra e psiquiatra Wagner Ranna, especialista em somatização de
doenças, que aborda a questão de outra maneira: "Para eu chegar a um
diagnóstico, faço, pelo menos, seis sessões com o paciente", diz ele. A
diferença dos métodos determina que o importante não são os parâmetros rígidos
de avaliação, mas sim a percepção das verdadeiras características do indivíduo.
Pessoas
como Daryl Hannah não podem ser simplesmente rotuladas como portadores de uma
doença, principalmente se são produtivas e apresentam um comportamento social
aceitável. Nesse caso, segundo Ranna, são apenas "diferentes".
Diferentes no comportamento social, na comunicação e em alguns hábitos e gestos
estranhos, digamos assim. E de certa forma, ser "diferente", segundo
o médico, não quer dizer nada. "Afinal, todos somos diferentes uns dos
outros. Há aqueles que têm dificuldades em alguma atividade específica, mas têm
habilidade para fazer outras. No fundo, todos somos assim", diz.
O
cérebro, por exemplo, é como uma impressão digital: não há um igual ao outro,
nem mesmo em gêmeos univitelinos, argumenta Ranna, que é especialista em saúde
mental de crianças e adolescentes e um pioneiro no Brasil na detecção de
distúrbios do autismo na primeira infância. "O ser humano é muito diverso.
É uma perda de tempo ficar excluindo e estigmatizando pessoas com a Síndrome de
Asperger, por exemplo", diz ele. "O mais importante não é tentar
eliminar os sintomas, como se fosse uma doença. Se o comportamento do indivíduo
não o impede de estar em grupo, não há motivo para isso. A ideia é fazê-lo se
integrar na sociedade com todas as suas diferenças. Afinal, é a diferença que
produz a qualidade. A sociedade tem necessidade de criar padrões de
comportamento e o que estiver fora desses padrões recebe rótulos", diz o
médico. "Afinal, alguns indivíduos considerados autistas podem dar enorme
contribuição à sociedade, serem brilhantes no que fazem".
O tema,
na verdade, é a constatação da necessidade social de estabelecer parâmetros de
normalidade, para que as pessoas possam aceitar ou não o indivíduo. Nesse
raciocínio, se Hannah é autista e não é "normais", não pode ser ídolo
nem gênio — o que é uma forma aguda de preconceito.
Justamente
para combater esse limites impostos pela sociedade que surgem manifestações que
sustentam a aceitação social da "neurodiversidade". Ou seja:
variações normais do genoma humano que determinam grande diversidade da
condição neurológica, mas que não impedem que o indivíduo seja produtivo e, à
sua maneira, adaptado à sociedade. Essas manifestações, como por exemplo a
organização americana Aspies for Freedom (liberdade aos portadores da Síndrome
de Asperger), celebram a condição "diferente" dos portadores da
síndrome e preconizam sua plena aceitação social, não como doentes, mas como
indivíduos normais.
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