PROJETO EM ANDAMENTO 2016

PROJETO EM ANDAMENTO 2016
Visitem no Facebook

sábado, 6 de abril de 2013



NOMENCLATURA DIAGNÓSTICA: CONCEITOS E CONFUSÕES

Cristina Maria Pozzi

Sempre digo que a medicina aumentou consideravelmente o meu vocabulário. Em poucos anos, milhares de palavras foram significadas, aprendidas e passaram a fazer parte do discurso diário. Mas, para que tantos nomes, siglas e especificações? Para que se possa falar a mesma língua de maneira universal, p. ex. síndrome de Down é uma  trissomia do cromossomo 21, reconhecida aqui, na China ou qualquer lugar do planeta e confere ao portador uma série de características peculiares no fenótipo (aparência física) bem como, pode envolver diversos órgãos e sistemas (cardiopatia, alterações tireoidianas, ortopédicas, oftalmológicas, entre outras). Outro exemplo, o Transtorno Global do Desenvolvimento – Autismo Infantil exibe as mesmas características clínicas ao acometer o indivíduo de um grande centro urbano ou o indivíduo que vive numa comunidade rural, guardadas as diferenças ambientais.  E para tornar isso possível, foram organizadas classificações que são de referência mundial: a Classificação Internacional de Doenças, a CID que está em sua 10ª revisão, elaborada pela Organização Mundial da Saúde, e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o famoso DSM, com a 5ª edição prevista para maio deste ano, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria. Ambas facilmente acessadas nas fantásticas páginas de busca na internet.


A CID-10 engloba todas as doenças, desde infecciosas e parasitárias, doenças do sangue, endócrinas, cardíacas, mentais e comportamentais, do sistema nervoso, respiratório e por aí afora. São categorizadas em letras e números, como p. ex. Q90 para Síndrome de Down e F84 para Transtorno Global do Desenvolvimento. Este é o tal CID exigido nos atestados, laudos, relatórios com a finalidade de se obter os direitos. Já o DSM engloba os Transtornos Mentais, que vão desde Retardo Mental, Transtornos de Aprendizagem, geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência, até Transtornos relacionados a Uso de Substâncias, Transtornos de Ansiedade, do Humor, entre outros. São identificados por números, p. ex. 299 para Transtorno Global do Desenvolvimento ou 314 para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
E é com base nestas classificações que se define o diagnóstico, muitas vezes, e, sobretudo na área de saúde mental, dependente exclusivamente de critérios clínicos, descritos ao longo de cada capítulo. Desta forma, é possível utilizar a mesma nomenclatura em uma ampla gama de contextos, seja na clínica, na pesquisa, na reabilitação, entre outros, em qualquer lugar do mundo. Mas há algumas situações nas quais esta terminologia difere e aí podem surgir dúvidas e confusões…
Continuando no exemplo do Transtorno Global do Desenvolvimento, a tabela abaixo mostra as correspondências entre os subtipos deste transtorno listados no DSM-IV e na CID-10.
Clique na imagem para visualizar melhor.


Como se pode perceber, os termos transtorno e síndrome têm correspondência e definem o mesmo quadro, ambos podem ser utilizados de acordo com a classificação preferida, onde são descritos os critérios clínicos necessários para o diagnóstico.
Outro exemplo interessante é relativo aos Transtornos da Aprendizagem, segundo DSM-IV ou Transtornos Específicos das Habilidades Escolares, segundo a CID-10. Primeiramente, é preciso compreender que, por definição, um Transtorno de Aprendizagem consiste em um rendimento nas modalidades habituais de aprendizado substancialmente abaixo do esperado para idade, escolarização e nível de inteligência e não é devido à falta de oportunidade de aprendizagem ou doença neurológica, outra condição médica geral ou déficit sensorial. Isso implica, em condições adequadas de educação familiar e escolar (aspecto complexo!), normalidade das funções visual, auditiva e saúde sistêmica e ausência de retardo mental observado através de testes padronizados administrados individualmente (aplicados única e exclusivamente por psicólogos).
Os Transtornos de Aprendizagem devem ser diferenciados das variações normais do rendimento escolar e das dificuldades escolares devido à falta de oportunidades, ao ensino deficiente ou a fatores culturais. Assim, torna-se fundamental diferenciar o que é Transtorno (ou Distúrbio) de Aprendizagem do que é Dificuldade Escolar. O primeiro envolve uma disfunção neurobiológica relacionada a uma falha no processo de aquisição ou do desenvolvimento destas habilidades, tendo, portanto, caráter funcional. Diferentemente, a Dificuldade Escolar está relacionada especificamente a um problema de ordem e origem pedagógica ou ambiental.
Sabidamente, as cifras de Dificuldade Escolar neste país são assustadoras, com cerca de 30 a 40% da população que freqüenta as primeiras séries apresentando algum grau de dificuldade. Já os Transtornos de Aprendizagem giram em torno de 3 a 5% da população com dificuldade acadêmica.
Os Transtornos de Aprendizagem são subdivididos de acordo com a habilidade escolar alterada e incluem o Transtorno da Leitura, Transtorno da Matemática, Transtorno da Expressão Escrita e o Transtorno da Aprendizagem Sem Outra Especificação, segundo o DSM-IV. O diagnóstico envolve uma avaliação multidisciplinar (médico pediatra, neurologista ou psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, psicólogo, no mínimo) com a finalidade de testar as diversas funções e habilidades desta criança. Exames como eletroencefalograma ou tomografia de crânio não são indicados sistematicamente, salvo raras exceções, pois resultarão normais. O imprescindível é checar função visual, auditiva, tireoidiana, afastar anemia, epilepsia, avaliar habilidades fonológicas, funções executivas (atenção, memória, raciocínio, linguagem, etc.), exame neurológico e psíquico, além de analisar todo o histórico pessoal, o contexto familiar e escolar. O uso de medicamento nestes casos também não se indica, a menos que sejam diagnosticadas comorbidades. O tratamento é treino, treino e mais treino das habilidades disfuncionais, respeitando os limites da criança, incentivando-a e valorizando suas iniciativas. Criar uma rede de profissionais envolvidos entre terapeutas, escola e família e trabalhar em conjunto, sempre.
 “Se uma criança não pode aprender da maneira como é ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender” (Welchmann)

Cristina Maria Pozzi
Médica Neuropediatra, Mestrado em Pediatria pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Doutoranda em Psicologia Clínica e Pesquisadora do Laboratório de Distúrbios do Desenvolvimento no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo IPUSP – SP

Fonte: http://www.psicosol.com/nomenclatura-diagnostica-conceitos-e-confusoes/

Precisando de Sugestões para Jogos Pedagógicos?


Querido Visitante,

Encontrei um Site - PSICOSOL com várias sugestões maravilhosas de jogos, brincadeiras, apostilas para baixar. Não deixem de visitar.

Compartilho abaixo duas das sugestões do site que irei aplicar no Apoio Pedagógico que ministro em minha Unidade Escolar:










Confusões entre as letras b/d e p/q frequentemente acontecem no início do processo de alfabetização. Uma maneira de auxiliar as crianças é realizar atividades em que as semelhanças e diferenças entre as letras sejam apresentadas.

Você vai precisar:
- massa de modelar;
- imagens para ajudar na associação.

Procedimento:
Junto com a criança faça com  massa de modelar duas linhas. Uma na vertical e outra na horizontal (observe a imagem).

Após, diga para a criança fazer as letras, também com massa de modelar, e, observando a direção em que elas foram feitas nomeá-las e colocá-las dentro do quadro da seguinte forma:
- A letra “b” no lado direito da linha vertical e abaixo da linha horizontal.
- A letra “d” abaixo da linha horizontal e a esquerda da linha vertical.
- A letra “q” a esquerda da linha vertical e acima da linha horizontal.
- A letra “p” a direita da linha vertical e acima da linha horizontal.

Para facilitar a compreensão você pode dizer: “Observe o círculo onde você colocou (em cima, embaixo, para esquerda, para direita). Também é muito importante utilizar imagens para auxiliar na associação (“b” de bola é virado para direita, “d” de dinossauro é para esquerda). Se você perceber que falar direita e esquerda complica o entendimento então tente fazer alguma associação para a criança compreender melhor.

Esta brincadeira também pode ser feita com barbante, na caixa de areia…

É importante salientar que não é fazendo esta atividade uma vez que a criança não irá mais confundir essas letras. É pouco a pouco que a criança vencerá.  Em alguns casos é mais sensato começar com apenas duas letras e conforme a criança progredir acrescentar as demais.


Este jogo é apropriado para todos os indivíduos em processo de alfabetização ou que estejam apresentando dificuldade de aprendizagem na leitura e na escrita.
Alguns animais podem não ser familiares aos alunos, o que se torna uma excelente oportunidade para ampliar os conhecimentos.
Importante: Como o objetivo é desenvolver consciência fonológica, não há preocupação com igualdade gráfica e sim igualdade sonora. Exemplo: Girafa /jacaré.

Conheça a cartela para o jogo. É só clicar no link abaixo e imprimir.


 Modo de preparar o jogo:
- Após a impressão colar em uma cartolina;
- Recortar as figuras individualmente.

Modo de jogar:
- Organizar duplas de jogadores;
- Espalhar as cartas com as imagens viradas para baixo;
- Cada criança, na sua vez, vira duas cartas para tentar encontrar figuras que tenham o mesmo som inicial;
- Ganha o jogo quem conseguir o maior número de cartas.

Para encerrar, quero dizer que o jogo em si é apenas um disparador da aprendizagem, pois o mais importante é a mediação durante o jogo.

sábado, 23 de março de 2013


Crianças autistas fazem terapia montadas em búfalos de água


Crianças autistas têm desenvolvido a sua sociabilidade e habilidades motoras ao fazer jogos montadas em búfalos de água, num projeto terapêutico desenvolvido num quartel militar na Tailândia.
As 17 crianças autistas abrangidas pelo projeto, munidas de capacetes e joelheiras, percorrem um circuito montadas nos seus búfalos num campo de jogos improvisado numa zona verde do acantonamento de artilharia de Lopburi, cerca de 140 quilômetros a nordeste de Banguecoque.
Esta terapia é semelhante às que se realizam com cavalos ou elefantes, com a vantagem de os búfalos serem mais mansos, segundo explicou o general Boonthum Oris, comandante do acampamento, a uma reportagem da agência EFE.
"Nós, os tailandeses, domesticamos os búfalos há muito tempo. Os elefantes são muito grandes, os cavalos muito velozes ou difíceis de controlar, enquanto os búfalos são mais pacientes", disse o militar.
O projeto, que começou em 2010, visa que as crianças "melhorem a sua concentração, exercitem os músculos e percam o medo aos animais", afirmou Boonthum.
Entre 10 e 12 crianças participam em cada tratamento, que consta de 20 classes assistidas por soldados voluntários, monitores e uma enfermeira ou médico do hospital de Lopburi, que também colabora nesta iniciativa.
Numa primeira fase, os tutores familiarizam-se com as crianças, para ver se conseguem reagir às suas ordens, aproximando-os depois dos búfalos para lhes darem de comer ou ajudar a dar-lhes banho antes de montá-los", explicou o general tailandês.
Vestidas com jardineiras azuis, as crianças, de entre 06 e 14 anos, sobem para os dorsos dos búfalos, equipados com arreios e enfeitados com capuzes coloridos nos cornos.
Três soldados encarregam-se de cada menino para evitar quedas dos animais, que se movem com calma por um circuito ao longo do qual os participantes ensaiam jogos como bater numa bola atada a uma corda.
Ao longo de cerca de 50 minutos, seis búfalos transportam a cada uma das provas as crianças autistas, que se mostram cada vez mais confiantes e participativas e perdem o medo aos animais, que podem chegar a medir 1,80 metros de altura e a pesar uma tonelada.
No final, os meninos fazem desenhos e quebra-cabeças com os soldados naquele que é o único centro a fazer terapia com búfalos para crianças autistas no país.
Os búfalos de água são assim chamados por viverem em zonas pantanosas e pela sua facilidade em mover os arados nos arrozais encharcados típicos dos países tropicais do Sudeste Asiático.

In: Notícias ao Minuto
Fonte: http://inclusaoaquilino.blogspot.com.br/search/label/Avalia%C3%A7%C3%A3o%20e%20interven%C3%A7%C3%A3o%20na%20%C3%A1rea%20das%20NEE

sexta-feira, 22 de março de 2013

SUPERDOTADO ou ASPERGER?


 O que é a síndrome de Asperger no enfoque médico



Entendendo a síndrome de Asperger
Crianças com dificuldade de sociabilização, linguagem rebuscada para a idade, atos motores repetitivos (tiques) e interesses muito intensos e limitados apenas por um ou poucos assuntos podem ser portadoras da síndrome de Asperger, transtorno do desenvolvimento que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino.
Suas causas são desconhecidas, mas, como se trata de um distúrbio congênito, há estudos em andamento que procuram estabelecer a relação com alguma desordem genética.
O primeiro trabalho sobre a síndrome foi feito pelo psiquiatra e pediatra austríaco Hans Asperger, mas permaneceu praticamente desconhecido. O reconhecimento internacional ocorreu somente em 1994, quando foi incluída pela primeira vez no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), o manual de diagnóstico e estatísticas de transtornos mentais, organizado pela Associação Americana de Psiquiatria. Por se tratar de uma patologia recentemente descrita, não existem dados confiáveis sobre a incidência.
A partir de 2013, a síndrome de Asperger deixa de ter essa denominação e passa a ser classificada no DSM como uma forma branda de autismo – uma recomendação que deverá ser mundialmente adotada. Diferentemente do autismo clássico, porém, quem tem Asperger não apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso os primeiros sinais e sintomas do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a características da personalidade da criança.
"Muitos portadores da síndrome possuem, inclusive, QI acima dos índices normais. E o fato de terem habilidade verbal muito desenvolvida, com um vocabulário amplo, diversificado e rebuscado, reforça nos pais a ideia de que seus filhos são superdotados", diz Walkiria Boschetti, neuropsicóloga do Einstein. O foco exagerado sobre um assunto específico – como automóveis, aviões ou robôs, por exemplo – é outro sintoma característico da síndrome interpretado de forma inadequada pelos pais e familiares, que acabam incentivando a restrição de interesses dessas crianças, oferecendo apenas presentes relacionados ao tema.

Diagnóstico
Os sinais e sintomas da síndrome de Asperger podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança, mas raramente são valorizados pelos pais como algo negativo, especialmente se as manifestações forem leves. A grande maioria dos diagnósticos da síndrome de Asperger é feita a partir da fase escolar, quando a dificuldade de socialização, considerada a característica mais significativa do distúrbio, manifesta-se com maior intensidade, juntamente com o desinteresse por tudo que não se relacione com o hiperfoco de atenção. "O que efetivamente chama a atenção dos pais são os sintomas associados ao isolamento social, inadequação de comportamentos ou manifestações de ansiedade, depressão ou irritabilidade", diz Sandra Lie Ribeiro do Valle, neuropsicóloga do hospital.
Usualmente, os primeiros relatos sobre os problemas observados são feitos ao pediatra, que poderá encaminhar a criança aos médicos especialistas para uma avaliação mais profunda e detalhada. Não existem exames laboratoriais ou de imagem destinados à confirmação do diagnóstico. "Hoje, o principal instrumento para essa finalidade são os testes aplicados por neuropsicólogos, que por meio de tarefas propostas à criança observam e avaliam aspectos cognitivos e comportamentais, como memória, atenção e habilidades sociais", diz o Dr. Fabio Sato, psiquiatra da infância e adolescência da Clínica de Especialidades Pediátricas do Einstein, instituição que aplica um extenso e detalhado protocolo para diagnóstico e tratamento dessa patologia. Segundo ele, o Brasil ainda carece de uma padronização na abordagem diagnóstica dessa patologia, uma vez que ferramentas como a AD (questionário utilizado em entrevistas com os pais) e a ADOS (questionário para entrevistas com as crianças) ainda não foram validadas aqui, embora o uso já esteja consagrado nos Estados Unidos e na Europa.
Quem tem síndrome de Asperger tende a apresentar alterações nos testes de avaliação de reconhecimento de emoções e nos que analisam a capacidade de inferir o que os outros estão pensando. "São pessoas que têm extrema dificuldade em entender o que pensam e sentem aqueles que os cercam, a menos que essas emoções sejam explicitamente demonstradas e explicadas a eles. Também são inflexíveis, por isso prendem-se a regras e não conseguem agir com flexibilidade, conforme cada situação", explica Sandra Lie Ribeiro do Valle.

Tratamento multidisciplinar
São envolvidos médicos, neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos, uma vez que os indivíduos possuem alterações na fala (erros de prosódia, por exemplo, quando o indivíduo faz a transposição do acento tônico de uma sílaba para outra). "Basicamente, a terapia se baseia em transmitir as habilidades e recursos para as manifestações características, em especial a dificuldade no convívio social. Ele deve ser feita a longo prazo, já que se trata de um distúrbio crônico", explica Walkiria Boschetti. Medicamentos são utilizados apenas para tratar sintomas decorrentes dessas manifestações, como ansiedade, depressão e irritabilidade.
Quem tem Asperger e chega à vida adulta sem diagnóstico ou tratamento adequados pode enfrentar sérias dificuldades de relacionamento na vida pessoal, escolar e profissional. "Além disso, trata-se de um risco para o desenvolvimento de outros problemas, como o transtorno bipolar", adverte o Dr. Fabio Sato. Portanto, quanto mais precoces e precisos forem o diagnóstico e o tratamento, maiores serão as chances de a criança com Asperger desenvolver comportamentos mais saudáveis, tornando-se mais sociáveis, flexíveis e independentes.

Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/Paginas/entendendo-a-sindrome-de-asperger.aspx

segunda-feira, 18 de março de 2013

Livro Interativo Radical : confiram !!!

A Tartaruga Turbinada


Livro interativo que permite que uma criança leia sozinha um livro mesmo sem conhecer as palavras. Basta passar o dedo por cima das palavras assim como fazem os adultos quando estão lendo para a criança para ouvir o que está escrito ali. Requer monitor com tela sensitiva (touchscreen) como o de um Pocket PC

Acessem : 
http://www.usabilidoido.com.br/a_tartaruga_turbinada.html

sábado, 16 de março de 2013

A Criança Hiperativa



A CRIANÇA HIPERATIVA


A hiperatividade confunde pais, professores e médicos.
Se não for diagnosticada nem tratada adequadamente,
a doença vira tormento para a criança
e para quem vive em torno dela.
Hiperatividade é um termo corrente para um comportamento irrequieto, superexcitado e infeliz. Além da criança não conseguir fixar a atenção em uma atividade por mais de alguns minutos, os hiperativos sobem em móveis, falam compulsivamente, vivem perdendo material escolar e não suportam bem frustrações.

Ser mãe de um hiperativo é muito difícil, tem que conviver com uma criança que não responde ao que é ensinado, vive derrubando as coisas... é impossível não ficar irritada.

Nem toda criança que é agitada deve ser rotulada de hiperativa. A agitação pode ser resultado de problemas comportamentais ou manifestações de outras doenças graves, como autismo, hipertireoidismo e até depressão infantil.


Os sintomas da criança hiperativa aparecem, no máximo, até os sete anos.

Alguns sintomas do hiperativo:
- Dificuldade de organizar tarefas
- Descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades
- Não consegue enxergar detalhes
- Dificuldade em se concentrar em tarefas ou brincadeiras
- Parece não ouvir o que lhe dizem
- Reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental
- Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos
- Distrai-se facilmente
- Inquietação constante
- Fala o tempo todo, começa a responder perguntas que ainda não foram completadas
- Tem dificuldade de esperar sua vez em jogos ou situações em grupo, interrompe a conversa dos outros

Crianças hiperativas podem apresentar melhora em seu comportamento e desenvolvimento pedagógico se algumas regras forem consideradas. Aí vão as sugestões da psicóloga Mônica Duchesne e do psiquiatra Ênio Roberto de Andrade:



. trabalhe com pequenos grupos, sem isolar as crianças hiperativas;
. dê tarefas curtas ou intercaladas, para que elas possam concluí-la antes de se dispersar;
. elogie sempre os resultados;
. use jogos e desafios para motivá-las;
. valorize a rotina, pois ela deixa as crianças mais seguras, mas mantenha sempre elevado o nível de estímulo, através de novidades no material;
. permita que elas compensem os erros: sutilmente, faça-as pedir desculpas quando ofenderem os colegas ou convença-as a arrumar a bagunça em classe;
. repita individualmente todo comando que for dado ao grupo e faça-o de forma breve e usando linguagem fácil de entender;
. peça a elas que repitam o comando, para ter certeza de que escutaram e compreenderam o que você quer;
. dê uma função oficial às crianças, como a de ajudante do professor; isso pode melhorar o relacionamento delas com os colegas e abrir espaço para que elas se movimentem mais;
. mostre os limites de forma segura e tranqüila, sem entrar em atrito;
. coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;
. oriente os pais a procurar um psiquiatra, um neurologista ou um psicólogo.
Para seguir os conselhos acima providencie os seguintes materiais e deixe-os sempre ao alcance dos alunos na sala de aula:

- Caixa com gibis e caixa com livros de histórias infantis
A criança hiperativa, quando faz uma atividade do começo ao fim, geralmente termina antes dos outros. Nesse caso, deixe que ela leia revistinhas ou livros, como forma de premiação. Mas certifique-se de que o aluno está realmente lendo e não fingindo que lê. Dê a ele atividades de leitura com responsabilidade.
Peça, por exemplo, que ele conte para os outros o que leu, o que achou legal na história, qual é o personagem mais engraçado, mais maluco, inteligente, diferente etc. Ou então peça para ele desenhar a história lida, o que vale tanto para gibis como para livros de histórias.
- Palavras cruzadas, jogos de trilha, atividades com figuras (jogo dos sete erros, ligue os pontos, encontre a figura escondida). É importante oferecer à criança hiperativa atividades diversificadas que exijam atenção mas que não a desgaste intelectualmente. Assim, ela terá sempre prazer em executá-las. Essas atividades têm também a função de premiar o aluno por ter terminado o trabalho rotineiro com atenção.
- Atividades que estimulem as quatro operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir, todas com desenhos que contextualizem o assunto.

Fontes:
Regina Pironatto
Clube do bebê

Imagens:
http://blogalexsoares.wordpress.com
http://topediatrica.blogspot.com/2011_01_01_archive.html